quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Brugge (02/08)

Brugge, ou Bruges, é uma cidade a uns 100 kms de Bruxelas, que é toda antiga e medieval, com rios passando entre as casas, cheios de patos e cisnes passeando pelas margens.



No primeiro dia eu fiquei andando pela cidade procurando alguma loja de antiguidades ou mercado de pulgas para ver se conseguia comprar uma espada. Não achei nenhum. Mas pelo menos tomei minha cerveja do dia e comprei chocolate numa loja de um cara firmeza que me deu desconto.


No dia seguinte eu saí do hostel e dei de cara com um mercado de pulgas gigante. Tinha um monte de muamba, tipo baldes quebrados, quadros rasgados, faqueiros vazios... Tinha monte de coisa feita com animais caçados, tipo cabideiro de chifre de veado, couro de cobra, aqueles enfeites de parede que é uma cabeça de javali ou veado, milhares de enfeites com chifre de boi...

E também tinha muita, mas MUITA sobra da 2ª Guerra Mundial. Desde baionetas e capacetes bostas enferrujados até capacetes e adagas do exército nazista. E convenhamos que, apesar de eles terem sido os vilões da 2ª Guerra, os caras sabiam como fazer umas paradas bonitas pa caraio.


No fim consegui comprar minha espada em uma barraquinha de chineses (acho). Comprei também uma bolsa de couro para fazer a bainha depois. Eu ia comprar couro de cobra, mas era grande demais e caro demais.


No terceiro dia, almocei um churrasco grego, Döner Kebab, como eles chamam nazoropa. Era enorme. E quando eu fui pagar, percebi que aquele tinha sido o tamanho pequeno.


Saindo de lá, comprei mais chocolates e depois fui pegar o trem para Bruxelas, de onde peguei o trem pra Paris, de onde peguei o avião para São Paulo.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Bruxelas (01/08)

Devolvemos o carro com quase 4000 kms a mais. Para tirar as malas e todas as roupas, papéis e garrafas vazias que ficaram no banco de trás foi aquela farofa HUehUEhuE BR Br bR no estacionamento do aeroporto.

Fomos direto para o Quick Burger, que é ao lado do bar da Stella Artois. Jantamos um sanduba e tomamos nossa santa cervejinha.


Depois fomos para o andar mais alto do aeroporto, onde não passa muita gente. Esticamos uma toalha no chão e dormimos confortavelmente, com as luzes acesas, máquinas de limpeza passando e o rádio tocando uma setlist incrivelmente eclética (de eletrônica a bossa nova).


No dia seguinte tomamos café da manhã (que foi mais cerveja), o Fell fez o check-in e então fomos cada um pro seu lado. O Fell foi para Munich encontrar com os pais dele e continuar a viagem mais alguns dias. E eu fui pegar um taxi para a Central Station, onde peguei um trem para Brugge.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Luxemburgo (28/07)

Ficamos em um hostel chamado "Luxemburg Youth Hostel", que fica a 1 km do centro. Quando estávamos a uns 4 kms do hostel, ou seja, 5 kms do centro da cidade, ainda estávamos na estrada no meio do mato. A cidade é minúscula.

Luxemburgo era um ducado (território de um duque) e a cidade foi construída a partir de uma fortaleza. Então ela é toda cercada de muros e ruínas.


Enquanto andávamos lá no centro, entramos num bar e descobrimos que o garçom era português. Ficamos conversando com ele sobre cerveja, futebol, cachaça e lugares legais da Europa. Tomamos três pints (1 pint = 0,5 L) de cerveja e ainda ganhamos de presente uma dose da cachaça local, feira de maçã. Saímos de lá ligeiramente trançando as pernas. Estava chovendo, mas por sorte achamos uma rua que nos protegia.


À noite voltamos pro hostel e ficamos tomando cerveja e conversando com nosso roomate, o Matthias, da Suíça.

No dia seguinte, voltamos para a estrada rumo a Amsterdam!!! (Sim, de novo, porque a cidade é daora demais! Não à toa, nós a apelidamos de "The Dreamland")

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Stuttgart (27/07)

Ficamos em um hostel chamado “Interhostel”. Esse hostel tinha um estacionamento próprio e de graça!! Deixamos as coisas lá e fomos andar. Paramos em um restaurante chinês para almoçar e enquanto comíamos, estávamos ouvindo uma música rolando alto em algum lugar.


Continuamos andando pela rua principal da cidade, quando descobrimos que estava rolando uma Parada Gay! Com bandas ao vivo, barraquinhas de comida e bebida e figuras com roupas curiosas andando para todo lado. Nós andamos um pouco lá no meio, mas começou a chover, então voltamos pro hostel.

Uma coisa curiosa sobre Stuttgart: Tem MUITO vagabundo. E eu quero dizer vagabundo mesmo, que não tem vergonha na cara e não se esforça nem o mínimo pra trabalhar. Eu conversei com uma menina em Berlim que disse que eles tem um grande problema com isso na Alemanha. Lá existe um seguro desemprego de €400,00 por mês. Este seguro não tem nenhuma restrição e a pessoa recebe por tempo indeterminado. Então, o que muitas pessoas fazem é parar de trabalhar e ficar pedindo dinheiro na rua.

Andando pela avenida principal, a cada 30 metros tinha uma pessoa pedindo dinheiro. Alguns estavam cantando ou tocando música. Mas alguns eram uma galera de uns 20 anos, com cabelo pintado, roupa novinha e com a cara de pau de ficar pedindo dinheiro.

Nosso roomate era um cara com família nos EUA e em Porto Rico, mas que nasceu na Alemanha. Então a identidade dele é uma bagunça huahauha.

À noite saímos para jantar e quando passamos na frente da Parada Gay, vimos que depois da chuva tinha se formado um arco-íris no céu, que combinou com as bandeiras da parada… Ficou FA-BU-LO-SO!!!! (mas eu não consegui tirar foto)

No dia seguinte partimos para Luxemburgo, capital de Luxemburgo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Winterthur (26/07)

Na verdade nós queríamos ir para Zurich, mas os únicos hostels com preços decentes ficavam nas cidades vizinhas, então fomos parar nessa cidadezinha ae. Ficamos no hostel “Depot 195”.

Mas a Suíça não é da União Europeia, então ao invés de euro, eles usam o Franco Suíço. E as coisas são caras para cacete, então nós acabamos não fazendo nada. Se nós não tivéssemos ido ao super mercado comprar coisas de cabelo não teríamos nem saído do hostel.

Pelo menos tomamos uma cerveja local, chamada "Euelbräu", que é de uma cervejaria pequena pertinho do hostel. Infelizmente, eu esqueci de pegar a garrafa pra minha coleção.


No dia seguinte, partimos com destino a Stuttgart, na Alemanha.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Amsterdam (29/07)

Chegamos em Amsterdam e fomos direto para o "Flying Pig", que havíamos reservado com antecedência. Só teve um probleminha... a reserva foi feita para o mês seguinte. Ainda bem que o cara foi firmeza e segurou duas camas pra gente, mas em quartos separados.

No dia seguinte, nos encontramos com os pais e as irmãs do Fell, que também viajaram pra lá. Fomos almoçar juntos e explicamos o que tinha acontecido. O pai do Fell mexeu uns pauzinhos e arrumou uma promoção pra colocar a gente num hotel 5 estrelas! Tinha até carpete vermelho! Huahuhahua! Ele foi um herói!


Passamos os outros dias ficando de boas nos parques, andando pelo centro, cantando Velhas Virgens e conhecendo a cidade mais a fundo.


No último dia pegamos a estrada de volta para Bruxelas, onde nós devolveríamos o carro e acabaria nossa saga juntos.

Füssen (25/07)

No caminho para Füssen, nós passamos umas 4 vezes na fronteira Áustria/Alemanha. Chegando lá, fomos ao nosso hostel, o “Old Kings Design Hostel”. Como quase todas as vezes, tivemos que parar o carro do outro lado da cidade, o que, no caso de Füssen, eram 3 minutos a pé. Nós não fizemos nada à noite, só andamos pela cidade e tomamos uma cerveja.

No dia seguinte, acordamos umas 6h30, levamos as malas para o carro, fizemos check out e fomos pegar o ônibus para o Castelo de Neuschwanstein (pronuncia-se “nóish-van-stáin”)

Chegando lá, nós descobrimos que tinha que tinha que pegar outro ônibus para subir até o castelo. Obviamente nós subimos a pé. O Fell foi pelo caminho normal e eu peguei uma trilha pelo meio do mato, onde eu vi uma raposa!

O palácio/castelo fica na região da Bavária e foi um dos quatro construídos pelo Rei Ludwig II. Sua construção ocorreu entre os anos 1869 e 1892, mas ele nunca foi de fato concluído.


Quando cheguei novamente ao caminho asfaltado, segui o conselho do dono do hostel: “Se estiverem com alguma dúvida do caminho, just follow the asians”

O castelo era muito daora! Com vários cômodos enormes, aquelas mobílias e tapeçarias o5t3mTaçãuM com madeira nobre super detalhada, marfim, ouro etc… E cisnes. Pinturas e estátuas de cisnes para todo lado. (Eu precisarei fazer um post sobre esse castelo depois)


Depois que saímos do castelo, almoçamos pizza e voltamos para a estrada, com destino a Winterthur, na Suíça.