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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Shooting Shot Game

Pensei num drinking game!!

Pra esse jogo precisa ter uma espingarda de chumbinho (ou outras armas, mas espingarda de chumbinho é mais acessível).

O jogo começa com todo mundo virando uma lata de cerveja. Aí todas as latinhas são colocadas em cima de um muro ou tábua que esteja a uns 10 metros de distância.

E então começa a brincadeira. Cada um atira uma vez e tenta acertar uma das latinhas. Quem errar bebe um shot da bebida destilada que estiver disponível. Pode ser cachaça, tequila, etc...

Aí tem a versão pra quando o orçamento for mais alto. Sorteia um personagem pra cada jogador: Cowboy, Pirata, Russo, Caipira, Pintor Francês, Mexicano, Plantador de arroz oriental. E o que for sorteado veste com o chapéu. E quando errar o tiro bebe a sua bebida equivalente: Whiskey, Rum, Vodka, Cachaça, Tequila, Conhaque, Sakê.


Obviamente, é uma ótima ideia um jogo cujo objetivo que as pessoas fiquem cada vez mais bêbadas, e estejam usando armas.

Agradecimentos: Agnes e Linão pelas risadas durante a idealização da ideia.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Marilize Legahuana

Por muito tempo foi simplesmente uma forma de alterar a consciência (algo que o ser humano sempre buscou, desde o início dos tempos). Então o governo decidiu que seria proibido, pois afetava o comportamento humano. O que aconteceu foi que as pessoas continuaram buscando isso. Então começou um comércio ilegal que financiava a criminalidade e atendia às necessidades de quem buscava essa forma de diversão. Chegou uma hora que o governo pensou "Puts, será que não é melhor legalizar o consumo e regulamentar as vendas?"

Foi isso que aconteceu com o álcool em alguns lugares do mundo, como nos Estados Unidos, entre 1920 e 1932 com a famosa Lei Seca, que proibia a venda, fabricação e transporte de bebidas alcoólicas para consumo.


Mas com a maconha isso ainda não aconteceu. Ela continua proibida e não há nenhuma explicação coerente para isso.

A maconha chegou ao Brasil em 1559, trazida por escravos, por isso era chamada no começo de "fumo d'Angola". Até o início do século XX, a maconha era legalizada no Brasil e indicada para tratamento de asma e insônia.

"Por que a maconha é proibida? Porque faz mal à saúde. Será mesmo? Então, por que o bacon não é proibido? Ou as anfetaminas? E, diga-se de passagem, nenhum mal sério à saúde foi comprovado para o uso esporádico de maconha. A guerra contra essa planta foi motivada muito mais por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos. E algumas dessas razões são inconfessáveis. Tem a ver com o preconceito contra árabes, chineses, mexicanos e negros, usuários freqüentes de maconha no começo do século XX.
(...)
Nas primeiras décadas do século XX, a maconha era liberada, embora muita gente a visse com maus olhos. Aqui no Brasil, maconha era “coisa de negro”, fumada nos terreiros de candomblé para facilitar a incorporação e nos confins do país por agricultores depois do trabalho. Na Europa, ela era associada aos imigrantes árabes e indianos e aos incômodos intelectuais boêmios. Nos Estados Unidos, quem fumava eram os cada vez mais numerosos mexicanos – meio milhão deles cruzaram o Rio Grande entre 1915 e 1930 em busca de trabalho. Muitos não acharam. Ou seja, em boa parte do Ocidente, fumar maconha era relegado a classes marginalizadas e visto com antipatia pela classe dominante."

- Super Interessante, agosto de 2002

Alguns dos "argumentos" que a gente vê por aí só seriam coerentes se cigarro, álcool, alguns remédios e até mesmo café também fossem proibidos. Por exemplo:

"Você gostaria de ser atendido por alguém que acabou de fumar maconha?"


Se um piloto vai chegar alterado pra pilotar um avião, ou um médico vai chegar alterado para fazer uma cirurgia, ele simplesmente é uma pessoa irresponsável. E ele poderia muito bem fazer isso com álcool ou qualquer outra coisa que seja legalizada. A irresponsabilidade de um indivíduo não é, nem de longe, argumento para a proibição.

"Ah, mas faz mal porque a pessoa está inalando fumaça"

Beleza, isso faz mal mesmo. Mas então deveria proibir também: cigarro, charuto, narguile, cigarro de palha, cachimbo e por aí vai...

Deveria proibir até os veículos movidos a gasolina e diesel, afinal a gente ta o tempo todo respirando a fumaça deles.

"Mas deixa viciado"

Sim. Cerca de 8% das pessoas que usam ficam viciadas. Muito menos do que cigarro e álcool. E o vício é psicológico e não químico, como do cigarro, álcool e cafeína. E esses três podem dar overdose, a maconha não (na verdade sim, mas a pessoa teria que fumar quase 700 quilos em 15 minutos). Veja aqui.

"Mas financia o crime"

Só financia porque é ilegal. Se fosse legalizado seria vendida em lojas, em quantidades regulamentadas e recolhendo impostos.


"Mas a Veja e a Globo falam que é errado"

HUAHAHUAHAHUAHAHAHUA.... essa foi boa! Ah, pera, vc ta falando sério? Nossa... vai se tratar!

...

Falando em se tratar, e o uso medicinal da maconha? Existe um documentário chamado "Super High Me" (sim, é uma referência ao "Super Size Me"), no qual o comediante Doug Benson passa um mês sem fumar maconha e depois um mês fumando todos os dias para ver qual o resultado.

No meio do filme, ele conversa com seu médico, que diz que o THC e outras substâncias da maconha tem, sim, benefícios ao corpo humano. Mas, como médico, ele não concorda com o termo "uso medicinal", pois com certeza não é saudável inalar a fumaça de uma planta ressecada que veio sabe-se lá de onde, misturada com sabe-se lá o que. Porém, como cidadão, ele já percebeu que a guerra contra as drogas está totalmente perdida. Então a maconha deve ser legalizada para uso recreativo.

E ele também diz que mesmo depois de 17 anos fumando maconha, Doug Benson não apresenta nenhum dano permanente ao corpo.




Fontes:
DiscoveryBrasil
Super Interessante
8 dias em Amsterdam

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Amsterdam (29/07)

Chegamos em Amsterdam e fomos direto para o "Flying Pig", que havíamos reservado com antecedência. Só teve um probleminha... a reserva foi feita para o mês seguinte. Ainda bem que o cara foi firmeza e segurou duas camas pra gente, mas em quartos separados.

No dia seguinte, nos encontramos com os pais e as irmãs do Fell, que também viajaram pra lá. Fomos almoçar juntos e explicamos o que tinha acontecido. O pai do Fell mexeu uns pauzinhos e arrumou uma promoção pra colocar a gente num hotel 5 estrelas! Tinha até carpete vermelho! Huahuhahua! Ele foi um herói!


Passamos os outros dias ficando de boas nos parques, andando pelo centro, cantando Velhas Virgens e conhecendo a cidade mais a fundo.


No último dia pegamos a estrada de volta para Bruxelas, onde nós devolveríamos o carro e acabaria nossa saga juntos.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Amsterdam (13/07)

Chegamos em Amesterdão mais ou menos na hora do almoço e paramos em um café pra pegar wi-fi e pesquisar o caminho pro hostel.


Fomos ao Ecomama, o primeiro da nossa lista de hostels (que passou a ser completamente ignorada), mas eles não tinham mais vagas para aquela noite. Então eles nos indicaram o "Flying Pig". Já no caminho para lá, nós vimos vários coffee shops (lojas de maconha).

Esse hostel era muito mais legal. No andar de baixo eles tinham um fumódromo em que podia fumar qualquer coisa que não fosse ilegal. E 99% do que estava sendo fumado era maconha.

No primeiro dia fomos andar pelo centro da cidade e pelo parque que tinha bem na frente do hostel, o Vondelpark. Ali perto mesmo, passamos em um coffee shop e compramos uma da boa. Fomos comer sanduiche (entendedores entenderão) e comer space cake. E depois passamos numa hamburgueria para almoçar.



Quando entramos no quarto, nos deparamos com umas 10 loiras maravilhosas peitudas seminuas fazendo uma guerra de travesseiros e que não tinham vergonha de se trocar. Ok, mentira. Eram 6 meninas e elas não eram bonitas e nem ficavam andando seminuas por aí.

Lá no smoking room conhecemos o Jean, um brasileiro que nos reconheceu da viagem de 2012 a Belo Horizonte (!!) e também a Mischel, uma australiana que também estava mochilando pelazoropa. A Mischel estava indo para Berlim na manhã seguinte, então trocamos facebook para combinar de fazer alguma coisa.

No segundo dia fomos passear pelo bairro da luz vermelha... Aaaahhh... Amsterdam! Esse lugar é o paraíso na Terra!!


Passamos apenas duas noites lá, de domingo até terça. E na segunda noite nossos roomates eram um bando de europeu fedido. No domingo de manhã, saímos com destino a Berlim.