sexta-feira, 25 de julho de 2014

Berlim (15/07)

Como já estava combinado, eu e o Fell paramos na fronteira da Holanda com a Alemanha para tirar uma foto. O problema é que a divisa é bem na frente da Polizei. E eles, ao verem dois cabeludos vindo da Holanda, acharam que a gente era maconhero e começaram a nos seguir. Uma van entrou na nossa frente com um letreiro escrito "Follow me". Eles nos levaram para a delegacia e a gente perdeu mó tempão. Mas pelo menos a foto ficou excelente.


Chegamos à noite num hostel caro e que só tinha mulecada de uns 15 anos. Então no dia seguinte fomos para outro hostel, o "Lette'm Sleep". Deixamos o carro num canto da cidade que era de graça pra estacionar (é muito raro um lugar de graça pra parar o carro nazoropa) e saímos para dar uma andada pelo centro. Vimos umas igrejas, umas lojinhas, e a torre de TV que diz que era pra espionar o outro lado quando Berlim era dividida.


À noite fizemos um macarrãozão supimpa. Eu passei num mercado ali perto e comprei macarrão, carne moída, 6 tomates, 3 alhos, óleo, suco de laranja, 3 cervejas, pão e manteiga. E o total foi 20 euros! As coisas em Berlim são muito baratas!

No terceiro dia fomos ao Museu dos Ramones, que era tipo um bar, mas com um acervo enorme dos Ramones. Custava € 3,50 pra entrar, ou € 5,00 e podia pegar uma cerveja.


À noite ficamos no Salão Comunal do hostel, onde conhecemos um tiozão mala do Texas que não parava de falar, uns noruegueses (um dos caras tinha um nome nórdico que significava STONE OF THOR!!!), e duas holandesas muito firmezas, a Simone e a Pauline.

Na setxa-feira à noite, nós fomos com as holandesas numa festa estranha com gente esquisita, ou, como a Pauline disse, "Some sort of party we know nothing about". E foi muito legal! Tinha música muito boa ao vivo, um pessoal pintando uns painéis e o principal, cerveja barata.



No nosso último dia, fomos de novo andar pelo centro. Vimos uns restos do muro de Berlim e fomos almoçar no White Trash (excelente indicação da Belle). Mano.... Que... Sanduba... BÃO!!! De acordo com o Fell, o melhor que ele já comeu na vida.


No domingo de manhã, fizemos nossa caminhada cheia de malas até o carro e partimos em direção a Praga, capital da República Tcheca.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Amsterdam (13/07)

Chegamos em Amesterdão mais ou menos na hora do almoço e paramos em um café pra pegar wi-fi e pesquisar o caminho pro hostel.


Fomos ao Ecomama, o primeiro da nossa lista de hostels (que passou a ser completamente ignorada), mas eles não tinham mais vagas para aquela noite. Então eles nos indicaram o "Flying Pig". Já no caminho para lá, nós vimos vários coffee shops (lojas de maconha).

Esse hostel era muito mais legal. No andar de baixo eles tinham um fumódromo em que podia fumar qualquer coisa que não fosse ilegal. E 99% do que estava sendo fumado era maconha.

No primeiro dia fomos andar pelo centro da cidade e pelo parque que tinha bem na frente do hostel, o Vondelpark. Ali perto mesmo, passamos em um coffee shop e compramos uma da boa. Fomos comer sanduiche (entendedores entenderão) e comer space cake. E depois passamos numa hamburgueria para almoçar.



Quando entramos no quarto, nos deparamos com umas 10 loiras maravilhosas peitudas seminuas fazendo uma guerra de travesseiros e que não tinham vergonha de se trocar. Ok, mentira. Eram 6 meninas e elas não eram bonitas e nem ficavam andando seminuas por aí.

Lá no smoking room conhecemos o Jean, um brasileiro que nos reconheceu da viagem de 2012 a Belo Horizonte (!!) e também a Mischel, uma australiana que também estava mochilando pelazoropa. A Mischel estava indo para Berlim na manhã seguinte, então trocamos facebook para combinar de fazer alguma coisa.

No segundo dia fomos passear pelo bairro da luz vermelha... Aaaahhh... Amsterdam! Esse lugar é o paraíso na Terra!!


Passamos apenas duas noites lá, de domingo até terça. E na segunda noite nossos roomates eram um bando de europeu fedido. No domingo de manhã, saímos com destino a Berlim.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Bruxelas (12/07)

A viagem de trem demorou duas horas e nós conseguimos ler e descansar. Chegamos em Bruxelas no terminal de trem umas 21h30 e pegamos um taxi até o aeroporto, onde eu tinha feito a reserva do aluguel do carro.Mas quando fomos pegar o carro, a moça da Avis disse que não tinha nenhuma reserva, nenhum carro e que eles já estavam fechando.

A internet do aeroporto era uma bosta, mas nós acabamos descobrindo que a reserva estava feita só para o dia seguinte às 10h da manhã.

Então tivemos que passar a noite no aeroporto, porque não tínhamos como ir para o hostel que tínhamos reservado. Como a gente é BR e tem problemas de confiança, a gente passou um cinto juntando as malas e as usou de travesseiro. Mas, obviamente, essa frustração não passaria sem umas fotos idiotas pelo aeoroporto e duas belas canecas de Stella Artois.


Fomos acordados umas 7h30 por policiais e resolvemos já pegar o carro, um Peugeot 2008. Pegamos um mapa rodoviário e caímos na estrada com destino a Amsterdam.

London Calling - Parte 2

(parte 1 aqui)

Quarta

Na quarta-feira eu e o Fell acordamos cedo e fomos xomprar a passgem de trem na estação. Depois nós fomos para a Abbey Road, onde tiramos a foto clássica dos Beatles, e depois nos encontramos com o resto da turma para irmos aos estúdios do Harry Potter.




Foi muito legal! Tinha muita coisa para ver, originais dos filmes. Desde perucas e roupas até cenários cheios de objetos malucos.

À noite fomos de novo na Abbey Road tirar a foto em família. E depois fomos jantar no pub daora que tinha perto do apartamento, The Surrey Docks.



Quinta

Acordamos e fomos nos encontrar no British Museum. Era de graça pra entrar, o que foi bom. Mas fechava às 17h30, o que foi ruim.

Depois fomos à rua dos teatros, a Shaftesbury Avenue, onde a Marina viu as peças que estavam em cartaz. Ainda lá nessa rua, nós jantamos no restaurante do Jamie Oliver. Comemos um hamburgão supimpa. E, surpreendentemente, foi uma das comidas mais baratas de Londres.


Sexta

De manhã, eu, o Fell, a Tia Nil e meu pai fomos ao estádio do Chelsea e à tarde fomos ao Museu de História Natural. Foi bem legal. Tinha uns animais empalhados, uns fósseis, umas ossadas de dinossauro, essas coisas... O mundo era muito mais tr00 antigamente!

Mas o mais legal mesmo era um pijama com capuz que era uma fantasia de dionssauro!! Mas infelizmente só tinha pra crianças até 10 anos...

À noite voltamos e jantamos Fish and Chips no nosso pub do coração.

Sábado

De manhã nós fomos a Notting Hill, onde rola uma feirinha de antiguidades aos sábados de manhã. Eu queria comprar uma espada, mas não encontrava em nenhum lugar. Eis que, entre rológios, mapas, talheres e quadros, eu me deparo com uma a loja com uma espada na fachada. Então parei para olhar e vi que tinham várias espadas muito legais. E também armas de cowboy e de pirata. Mas eram relíquias de verdade, então não eram funcionais e a mais barata custava 300 euros.

Voltamos para casa e tivemos nosso almoço de despedida no Surrey Docks. Costela de porco com batata e um belo pint de cerveja.



Umas 16h00, o taxi passou na frente do prédio para buscar meus pais, a Tia Nil e a Marina. E eu e o Fell fomos para a estação King's Cross, para pegar o trem com destino a Bruxelas.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

London Calling - Parte 1

Sábado

Conseguimos sair de casa sem stress ao meio dia. No aeroporto nos encontramos com a Tia Nil, despachamos a bagagem e fomos comer. Minha mãe falou pra ser uma comidinha leve, que, no meu caso, incluiu torresmo, strogonoff, picanha e umas carnes daoras.

O avião atrasou mais de uma hora, mas o voo foi bem tranquilo. Eu tentei assistir "For a Few Dollars More", do Clint Eastwood, mas a tela do avião é ruim demais pra um filmão desse. Então eu tentei dormir mas é impossível naquela cadeira de merda.

Domingo

Chegamos em Roissy, a cidade onde fica o aeroporto de Paris (como Guarulhos para São Paulo). Ficamos lá por algumas horas antes de pegar o voo para Londres. Nessa cidade fomos a uma feirinha de antiguidades, onde conversamos com uma velhinha portuguesa que ficou emocionada porque fazia muitos anos que ela não falava português.


À noite chegamos em Londres, onde nos encontramos com o Fell. Fomos para o apartamento com uma van e ao entrar no carro tivemos aquele primeiro choque, quando a motorista foi do lado direito.

Chegando em casa, fizemos um tour com a dona do apartamento para  conhecer as acomodações. Depois jantamos uma macarronada feita com ingredientes contrabandeados e fomos dormir.

Segunda

Saímos de manhã e já nos separamos. Meu pai e minha mãe foram conhecer o hospital e eu, o Fell, a Marina e a Tia Nil fomos até a Tower Bridge, que é a ponte super fodona enfeitada que leva à London Tower.


Passamos o dia todo na London Tower, um castelo que foi construido originalmente no século XI, por Guilherme I, mas que foi sendo demolido, incendiado e reconstruído ao longo dos séculos.


Pra quem gosta de história, principalmente Idade Média, o castelo é um rolê muito legal, pois é um grande museu de armas e armaduras da coroa inglesa. Desde arcos e espadas com 800 anos, até metralhadoras e lança-mísses da 2ª Guerra Mundial.


E pra quem gosta de o5t3m7aSâuM, tem o museu das riquezas da nobreza. Desde pequenos talheres cerimoniais de ouro e prata até o maior diamante lapidado do mundo e coroas de ouro branco encrustadas com milhares de diamantes, rubis, esmeraldas, safiras e essas coisas.


Na volta, eu, a Marina e o Fell paramos para comer numa lanchonete à beira do Tâmisa, onde comemos umas porçõezinhas firmezas.

Terça

Eu, o Fell, a Marina e a Tia Nil fomos ver a Troca da Guarda. A banda deles sempre toca umas músicas diferentes e dessa vez eles tocaram três muito fodas: a abertura de Game of Thrones, o tema do Indiana Jones e a Marcha Imperial do Star Wars! Foi muito foda!!


Nos encontramos com meus pais para almoçar no Pizza Express e depois fomos até o Big Ben e a Abadia de Westminster. Mas não tinha wi-fi, então resolvemos ir embora. Brinks heuheuhe... Era hora da missa e não podia ficar passeando lá dentro.


Depois meus pais e a Tia Nil voltaram pra casa, e eu, o Fell e a Marina fomos no Hard Rock Café, onde tomamos uma cervejinha e eu comprei uma camiseta.


Saindo de lá fomos procurar um pub de verdade pra vermos o jogo do Brasil. A cada gol da Alemanha, o bar inteiro gritava comemorando. E eu, o Fell e a Marina só lamentávamos e pedíamos mais uma cerveja. Mas quando o Brasil fez aquele último gol sofrido aos 90 minutos, eu gritei muito e muito alto "AEEEE VAI BRASIL!!!! AQUI É BR PORRRA!!!! EU ACREDITO!!!"

À noite, na volta pra casa uns caras quiseram arrumar confusão com a gente na rua. Eram uns 5 ou 6 caras e eles jogaram água na gente. Primeiro eu achei que tivesse sido sem querer, mas aí quando a gente se virou de novo eles jogaram uma latinha. Não acertou ninguém, mas eu e o Fell viramos de novo pra olhar e um dos caras tava com os punhos na frente do rosto falando "Come! Come!"

No fim o Fell falou "I'll call the cops you asshole!" e eles pararam de encher o saco! Acho que eles viram que a gente era turista e queriam pegar dinheiro e passaporte... Mas porra, os caras acharam que iam arrancar dinheiro de BR sem ter uma arma??? HUAHUHAUHUA

Enfim, a viagem está indo muito bem! Logo mais postarei a Parte 2!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sorocaba com a Vanessa e com o Fell

No último sábado, dia 28, eu fui com a Vanessa e o Fell para Sorocaba, onde mora a família dela. Foi no dia do jogo Brasil x Chile. Sim, aquele que durou três horas!

Eu e o Fell vimos o primeiro tempo inteiro na casa dele, saímos, pegamos a Vanessa em casa, chegamos em Sorocaba e ainda vimos a última meia hora de jogo. Lá eu conheci a mãe, o avô e o irmão da Vanessa e todos terminamos de ver o jogo juntos.

Depois do jogo, fomos na Padaria Real, onde comemos a lendária coxinha com catupiry e também bolinhas de queijo, risoles e sorvete.

À noite fomos à Festa Junina de Votorantim, onde eu fui no tiro ao alvo. Primeiro foi na espingarda de rolha, e foi horrível porque aquela merda é aleatória... Depois eu vi que também tinha com tiro de chumbinho, aí eu mandei benzão e ganhei uma cerveja de brinde.


Ficamos passeando por lá, demos uma olhada nos brinquedos, comemos um sanduba supimpa de pernil e voltamos pra casa. Antes de dormir, eu, o Fell e a Vanessa assistimos Guerra Mundial Z. Filmão.

No dia seguinte, nós acordamos e já fomos direto almoçar. Comemos muito e a comida estava muito boa. Depois de comer nós três e a Kátia ficamos conversando na mesa da cozinha por mais de uma hora antes de conseguirmos levantar pra arrumar as coisas e ir embora.

Na volta, passamos de novo na Padaria Real, onde eu comprei coxinhas congeladas pra comer em casa.

E como nós esquecemos de tirar foto lá, a gente tirou essa aqui depois:


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Ghoultown - Drink with the Living Dead

Outro dia eu estava vendo uns curtas na internetz e uma das coisas com que me deparei, foi o clipe de uma música chamada Drink with the Living Dead, do Ghoultown. E alguns dias depois eu assisti de novo prestando atenção na letra. E é muito foda.

É a história de um cara chamado Stanton Cree que matou outro para roubar seu drink e foi condenado à forca por isso. Mas por ter matado o cara enquanto ele bebia (o que é um pecado terrível) ele foi amaldiçoado a vagar pela terra por toda a eternidade desafiando desconhecidos para duelar ou na bebida ou no tiro.

A história na música é contada por um cara que foi desafiado no balcão de um bar. E ele diz para Stanton Cree:

- Mas é impossível ganhar na bebida de alguém que já está morto.

Stanton Cree ri e diz:

- Eu sei, eu sou condenado a matar inocentes. Mas então se você quiser duelar no tiro, você tem chance de ganhar e eu posso finalmente descansar.

Mas no tiro ele é invencível, então o cara decide enfrentá-lo na bebida mesmo. E ele ganha.

A música termina com ele dizendo:

- Eu acho que essa história não tem nenhuma lição de moral. A não ser que você decida matar um homem pra roubar seu último drink.



I was sittin in the thirsty devil, one sheet hung to the wind
When the bat wings doors creaked open and a stranger sauntered in
He moved his head from side to side and glared with a sunken eye
I heard the spin of a rusty spur as he shook off the dreary night

He lowered his hat, checked his gun and headed toward the bar
Walked on up beside me, i knew he'd traveled far
In a voice as thick as mud he looked to the 'keep and said…
"one shot of whiskey for myself and one for my new friend"

The patrons whispered hushed and low, they seemed to be afraid
As if a ghost had stood right up and walked out of its grave
His face was shallow and dirty, his skin like leather hide
Sure he spoke like any man, but something wasn't right

So i twisted on my stool, turned to him and said
"Thank you sir, but just the same, i'm chasin worms instead"
He growled and shoved the drink my way, his eyes cold as death
"I pick the drinks, you knock 'em back, else draw against my hand"

(Chorus)
When it's six to midnight and the boney hand of death is nigh
You better drink your drink and shut your mouth
If you draw against his hand, you can never win
Go ahead… drink with the living dead

"Who the hell do you think you are?" my patience growin thin
But swallow hard, i had to do, when the story he began
His lips curled back and words came forth starting up the tale
And every face inside that bar turned a shade of pale

"My name is Stanton Cree and i died three years before
I shot a man to steal his drink, at least that's what they hung me for
Now i'm cursed to walk the earth and challenge every night
A man to match me drink for drink or by the bullet die"

(Chorus)

"Now wait a minute, mister, no one makes me a fool"
I pushed the shot of whiskey back on over towards the ghoul
"I love a drink like any man but that's a losin game
To drink or draw against the dead would only be insane"

Stanton Cree tipped his hat and laughed a wicked laugh
"you see, the lord cursed my soul for killin that poor man"
There ain't no choice so you must try to match me shot for shot
If you win, then you'll go free and i can finally rot"

(Chorus)

The barhop nodded slowly and i knew that i was screwed
If i chose to duel the dead then i would surely lose
So i took the glass and threw the shot into my throat
I would match him drink for drink, no matter if i choked

Whiskey, tequila, vodka, rum or gin
Ain't no man that I can't beat, be him live or dead
So into the morning i matched him ounce for ounce
Til Stanton Cree fell over and a winner was announced

Now he rests in his pine box and i still walk the streets
But I don't forget the night when death had chosen me
There ain't no fancy moral to go with this I fear
Unless you aim to kill a man and drink down his last beer!