Mostrando postagens com marcador arte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arte. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de outubro de 2022

O dia em que eu venci sozinho uma batalha contra a Marinha dos Estados Unidos

Foi isso mesmo

Eu tenho uma conta pra vender camisetas num site chamado teepublic.

Às vezes pode acontecer de eles mandarem um e-mail avisando que uma arte minha infringiu direitos autorais e foi tirada do ar. Já aconteceu com uma arte que tinha uma frase do Senhor dos Anéis, e com paródias de logos de banda. Apesar de eu discordar das decisões, não tinha muito o que fazer.

Mas algumas semanas atrás uma arte da minha página foi tirada do ar por ninguém mais, ninguém menos, do que The United States Department of the Navy. A arte em questão era essa aqui:


Todos os elementos da imagem foram comprados de banco de imagens, e o design foi totalmente feito por mim. Então eu fiquei muito puto.

Aí recorri à decisão, e ganhei!


Então a partir de hoje, posso dizer pra todo mundo que eu sozinho venci uma batalha contra a Marinha dos Estados Unidos.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Sabadão Daora

No último sábado (09/06) minha mãe foi em casa pra gente dar um rolê. Ela, Agnes, e eu.

De manhã fizemos a via sacra dos brechós que tem perto de casa buscando 3 coisas específicas: roupas para festa junina, roupas para picnic vitoriano e roupas góticas. Eu comprei uma saia jeans (pra festa junina) uma saia gótica e um fraque vitoriano pra mim, Agnes comprou dois vestidos, compramos umas bijuterias com cara de antiga, uma algema de couro (rawr), uma bolsinha de vinil, uma roupinha de bebê de zebrinha pra presentear migos, e quase comprei uma cartola, mas era grande demais pra mim, e os espartilhos eram muito pequenos.

Na hora do almoço, meu pai chegou. Enquanto as meninas ficaram na cozinha cuidando do almoço, eu e meu pai arrumamos um vazamento de gasolina no Clio, e colocamos fluido de freio na Scarllett. O almoço foi um risoto funghi maravilhoso que a Agnes fez com bife enrolado e salada de agrião.

À tarde fomos a uma exposição no Centro Cultural Fiesp chamada "100 Anos de Arte Belga", abrangendo de 1890 a 1980. O acervo inclui obras de Emile Claus, James Ensor, René Magritte, Paul Delvaux, Louis Van Lint, Pol Bury e Pierre Alechinsky, para citar apenas alguns.

Algumas fotos que tiramos da exposição:




Émile Claus (1849-1924)
La Lecture
A Leitura
1890, óleo sobre tela


Valerius de Saedeleer (1867-1941)
Vieux vergers en hiver
Velho pomar no inverno
1925, óleo sobre tela


Paul Delvaux (1897-1994)
L'Énigme
O Enigma
1946, óleo sobre painel


Pol Bury (1922-2005)
Miroir (en 13 morceaux)
Espelho (em 13 pedaços)
1984, madeira e aço inox


Chistian Dotremont (1922-1979)
Tiptyque "Écrire les mots comme ils bougent"
Tríptico "Escrever as palavras como elas se movem
1971, nanquim sobre papel japonês


James Ensor (1860-1949)
Le Ballet Fantastique
O Balé Fantástico
1918, óleo sobre tela


Paul Delvaux (1897-1994)
La Conversation
A Conversação
1944, óleo sobre cartão


Na saída da exposição, compramos uma série de 3 livros em quadrinhos chamada Blacksad. Ainda não comecei a ler, mas parece ser muito bom!

E à noite fomos à festa de aniversário do Raoni, no estúdio bar Mestre dos Magos, para onde levamos uma bolsinha térmica com 2 cervejas, e onde conhecemos o dedo de gorila. Foi muito legz!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Projeto Armadura - parte 1

Estou pensando em fazer uma armadura. Não necessariamente 100% funcional num combate corpo a corpo contra espadas e machados. Mas o suficiente para impor respeito, defender um pouco e manter a mobilidade para manejar armas e escudos.

O que estou pensando por enquanto é:

Dorso:
- Ombreiras de metal
- Capa de pele (pode ser sintética ou não
- Faixas de couro ou algum tecido grosso bom cruzando no peito para segurar a capa e ombreiras
- Peitoral de metal

Braços:
- Luvas de couro ou tecido preto ou marrom
- Uma placa de metal no antebraço
- Uma placa nas costas da mão
- Pequenas placas na primeira falange dos dedos, presas com anéis
- 4 parafusos/rebites na parte de dar soco da mão

Pernas:
- Caneleira de couro ou tecido preto ou marrom
- Placa de metal na canela
- Plada de metal no joelho

Cintura:
- Cinto normal de couro preto ou marrom
- Saqueira de metal

Ideias de como realizar:
- Tudo que for metal na verdade é PVC ou garrafa pet
- Pra ombreira não ficar molenga, fazer um molde de madeira que contorna parte do braço e é parafusado ao plástico
- Usar a lateral da garrafa para fechar a frente com duas ou três placas

Referência Capa
Referência Capa
Referência luvas


Referência ombreiras

Referência peitoral
Referência pernas



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O que é Podcast?


Podcast é uma mídia digital de áudio publicada na internet - essa tecnologia que veio pra ficar.

Excelentes para ouvir no carro, no ônibus, no metrô, na caminhada, no mercado, e às vezes até no trabalho.

Podcasts são mais ou menos como programas de rádio, mas com a grande diferença de que você escuta sobre o assunto que quiser na hora que quiser. E os temas são os mais variados... Cinema, TV, literatura, ciências, profissões, política, notícias, games, história, plítica, religião, esporte, humor, música...

Existem vários agregadores de podcast. Aplicativos em que você pode pesquisar podcasts do mundo todo e assinar seu feed. Assim, toda vez que você entrar no app, os novos episódios (geralmente lançados semanalmente) estarão lá fresquinhos prontos para serem ouvidos.

Eu costumo baixar os episódios através de um agregador chamado Podcast Addict, gratuito para Android. Nos iPhones, eu acho que já tem um app nativo pra isso.

Abaixo, alguns podcasts que eu ouço e recomendo:

Anticast
É um podcast sobre política (e às vezes sobre bandas emo e gifs de gatinhos)

Braincast
Criatividade, comunicação, cultura geral, inovação e negócios.

Costelas e Hidromel
Mitologia do mundo todo e de todas as épocas.

Decrépitos
Três amigos falando bobagem, contando causos, com um maravilhoso sotaque mineiro

Dragões de Garagem
Falam de forma abrangente e interessante sobre ciência e incentivam o pensamento crítico.

Gugacast
Todo mundo tem aquelas histórias que demora uns 30~40 minutos pra contar, e que conta todo ano no Natal... Esse é o podcast de aventuras da vida real que chegam por e-mails dos ouvintes.



Magickando
Um podcast aprofundado e sério (ou nem tanto) sobre magia e capirotagem

Mamilos
Jornalismo de Peito Aberto, é um podcast que busca os temas mais polêmicos da semana e traz um aprofundamento com empatia, tolerância e bom humor.

Matando Robôs Gigantes
Três amigos conversando sobre filmes, games e HQs.

Mundo Freak Confidencial
Discussões sobre casos insólitos, assombrações, fenômenos extraterrestres e paranormalidade.

Mupoca
Tecnologia, atualidades e variedades, com a descontração de uma mesa de boteco.

Não Obstante
Diversos assuntos abordados sob um prisma filosófico.

Não Ouvo
É o podcast do Não Salvo, uns amigos falando besteira, o formulando teorias malucas.

Naruhodo
Podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, dúvidas do dia a dia, curiosidades e muito mais.

Nerdcast
O maior podcast do Brasil, do portal Jovem Nerd, falam sobre todo tipo de assunto, sempre visto pelo lado nerd.

Podstoria
É um podcast de contação de hisórias. Eles fizeram uma temporada que era um jogo de RPG, depois outra que foi um festival de crônicas, e hoje estão com uma nova de RPG. Todos os episódios terminam numa tomada de decisão, e uma enquete é lançada no facebook, para decidir qual caminhos os herósi devem tomar, para continuar o próximo episódio

Ponto G
Debate sobre história, comportamento, estilo de vida, e sempre apresentado grandes mulheres da história do Brasil e do Mundo

Projeto Humanos
Histórias reais sobre pessoas reais, num formato ainda pouco explorado no Brasil, o storytelling

Revolushow
Irreverência, socialismo, e tudo que há de bom na esquerda. Um podcast esquerdaralho total.

Salvo Melhor Juizo
Podcast sobre direito. E discussões sobre direito internacional e situações históricas.

Se eu Fosse Você
Toda semana um ouvinte anônimo terá seu cérebro substituído pelas mentes pensantes da nossa bancada, sempre disposta a resolver o seu problema! Seja ele pessoal, amoroso, profissional, familiar ou simplesmente alguma decisão difícil que você não sabe como resolver.

Scicast
Podcast sobre ciência, que aborda diversos assuntos, sempre de maneira divertida.

Startalk Radio
Podcast em que a ciência se encontra com a comédia e a cultura pop, apresentado por Neil deGrasse Tyson.

Xadrez Verbal
Produzido nos estúdios da Central3, é um semanário de política internacional. Toda sexta-feira você se atualiza e se informa com  Matias Pinto e Filipe Figueiredo


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

You've Made a Sale!

Há alguns meses eu criei uma conta num site chamado TeePublic. É um site onde você faz upload de uma arte, eles vendem a camiseta e você fica com uma margem da venda. As camisetas custam 18 dólares pro comprador, e você fica com US$ 2.

Minha lojinha aqui.

Eu fiz upload de algumas artes, mas é meio raro eu vender alguma coisa. Mais ou menos a cada 15 dias eu recebo um e-mail falando "You've Made a Sale!"

Quase todas as minhas vendas foram de um desenho que eu só adaptei da internet, que nem é meu de verdade. E teve um que foi um desenho da Agnes.

Mas hoje eu recebi um e-mail que me tocou. A arte que eu vendi foi uma das que eu mais gosto, uma desenho 100% meu. E foi uma camiseta kids.

Eu fiquei muito feliz de saber que alguma criança no mundo vai vestir o meu desenho!


Quem se interessar em fazer artes para vender, faça o cadastro usando este link, pq assim eu ganho dinheiros também!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Banda Utopia

Antes de os Mamonas Assassinas se tornarem a maior banda de todos os tempos, eles tinham outro nome: Utopia.

O Utopia surgiu em 1989, quando Alberto Hinoto (que mais tarde adotaria o nome artístico de Bento) e irmãos Samuel e Sérgio Reoli decidiram criar uma banda. Alberto seria guitarrista no conjunto, enquanto Sérgio tornou-se baterista e Samuel baixista. Durante show realizado em Julho de 1990 no Parque Cecap, um conjunto habitacional de Guarulhos, o público pediu que eles cantassem Sweet Child o' Mine, do Guns N' Roses. Como não sabiam a letra, pediram que alguém do público subisse no palco para ajudá-los. Dinho ofereceu-se e isso garantiu seu posto de vocalista do Utopia. Em 1990, por intermédio de Sérgio, o tecladista Márcio Araújo é inserido no grupo.

Eles começaram a apresentar-se na periferia de São Paulo e foram percebendo que as palhaçadas e músicas de paródia eram mais bem recebidas pelo público do que os covers e as músicas sérias. E assim foram seguindo por este caminho.


Depois de conseguir contato com o vice-presidente da EMI, mudaram o nome da banda e conseguiram entrar na indústria da música.

Se você, assim como eu, não conhecia esta banda, tenham o prazer de ouvir de novo os Mamonas Assassinas pela primeira vez:





terça-feira, 20 de outubro de 2015

Quem Foi e o que Fez: Maria Quitéria

Esse ano no meu trabalho, nós estamos fazendo um programa chamado Retrovisor, cuja sinopse é: "Neste olhar sobre o passado que mistura história, ficção e jornalismo, grandes figuras históricas ganham voz com atores consagrados"

São entrevistas com personagens históricos brasileiros, interpretados por atores e participando de uma entrevista guiada pelo jornalista Paulo Markun.


Vários dos personagens apresentados são familiares, que a gente lembra alguma coisa deles que viu na época da escola. Mas vários deles eram completamente desconhecidos para mim, como Nísia Floresta, Chico da Matilde, Edgard Leuenroth, entre outros.

Assim como eu já criei as séries contos, esse programa me deu a ideia de criar essa série, "Quem foi e o que fez", pra falar sobre esses personagens não tão conhecidos da nossa história.

Nesta primeira edição vou falar sobre Maria Quitéria.

Maria Quitéria


Maria Quitéria nasceu em 1792 em um pequeno sítio na Bahia, onde hoje é a cidade de Feira de Santana. Era filha de portugueses nascidos na colônia.

Em 1803, tendo cerca de dez ou onze anos de idade, perdeu a mãe. Logo o pai casou-se novamente, mas a nova esposa também morreu. A família mudou-se então para a fazenda Serra da Agulha.

Na nova residência, seu pai, Gonçalo Alves casou-se pela terceira vez, com Maria Rosa de Brito, com quem teve mais três filhos. A nova madrasta nunca concordou com os modos independentes de Maria Quitéria, que adorava brincar sozinha pelas matas perto da casa, além de ter aprendido a montar cavalos, caçar e usar armas de fogo.

Maria Quitéria encontrava-se noiva quando, entre 1821 e 1822, iniciaram-se na Província da Bahia as agitações contra o domínio de Portugal. Em 25 de junho de 1822, a Câmara Municipal da vila de Cachoeira, a favor da independência, aclamou o príncipe-regente D. Pedro como "Regente Perpétuo" do Brasil. Descontentes com essa declaração, um grupo de militares portugueses abriram fogo contra a vila de Cachoeira.

No dia 6 de setembro, foi criado na vila o Conselho Interino do Governo da Província, que lutava pela independência da Bahia. Eles enviavam emissários a toda a Província em busca de adesões, recursos e voluntários para formação de um "Exército Libertador".

O "Soldado Medeiros"

Quando chegaram ao sítio de Gonçalo, já velho, ele disse que não poderia ajudar, pois não tinha filhos homens. Porém, para sua surpresa, Maria Quitéria se apresentou como voluntária. Mas o pai a proibiu de ir.

Alguns dias depois, quando o pai, que era comerciante, ia para a cidade, Maria Quitéria saiu escondida e o seguiu pela estrada. A uma distância segura para que ele não a visse, mas que ele a ouvisse caso precisasse de ajuda (afinal, nos anos 1820 não era aconselhável uma mulher andar sozinha na estrada.

Chegando na cidade, foi à casa de sua meia-irmã, Teresa Maria, que era casada com José Cordeiro de Medeiros, onde cortou os cabelos, vestiu-se de homem e alistou-se no "Batalhão dos Voluntários do Príncipe" (popularmente apelidado de "Batalhão dos Periquitos", devido aos punhos e gola verdes de seu uniforme) no Regimento de Artilharia, sob o nome de Medeiros (nome do marido de sua irmã estampado na farda).


Duas semanas depois, seu pai descobriu e foi buscá-la, mas o comandante do Batalhão, Major José Antônio da Silva Castro (avô do poeta Castro Alves) a defendeu e disse que ela era uma atiradora exímia, essencial para as tropas. E, ao saber que era uma mulher, deram um saiote escocês para que ela se diferenciasse dos demais soldados.

Em 29 de outubro seguiu com o seu Batalhão para participar da defesa da ilha de Maré e, logo depois, para Conceição, Pituba e Itapoã, integrando a Primeira Divisão de Direita. Em fevereiro de 1823, participou com bravura do combate da Pituba, quando atacou uma trincheira inimiga, onde fez vários prisioneiros portugueses, escoltando-os, sozinha, ao acampamento.

Em 31 de março, no posto de Cadete, recebeu, por ordem do Conselho Interino da Província, uma espada e seus acessórios.

Finalmente, em 2 de julho de 1823, quando o "Exército Libertador" entrou em triunfo na cidade do Salvador, Maria Quitéria foi saudada e homenageada pela população em festa. O governo da Província dera-lhe o direito de portar espada. Na condição de Cadete, envergava uniforme de cor azul, com um saiote feito por ela mesma, além de capacete com penacho.

O General Pedro Labatut, enviado por D. Pedro I para o comando geral da resistência, conferiu-lhe as honras de 1º Cadete. E no dia 20 de agosto foi recebida no Rio de Janeiro pelo próprio Imperador, que a condecorou com a Imperial Ordem do Cruzeiro, no grau de Cavaleiro, com seguinte pronunciamento:

"Querendo conceder a D. Maria Quitéria de Jesus o distintivo que assinala os Serviços Militares que com denodo raro, entre as mais do seu sexo, prestara à Causa da Independência deste Império, na porfiosa restauração da Capital da Bahia, hei de permitir-lhe o uso da insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro".


Além da comenda, foi promovida a Alferes de Linha, posto em que se reformou, tendo aproveitado a ocasião para pedir ao Imperador uma carta solicitando ao pai que a perdoasse por sua desobediência.

Perdoada pelo pai, Maria Quitéria casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito, o antigo namorado, com quem teve uma filha, Luísa Maria da Conceição.

Viúva, mudou-se para o antigo sítio em Feira de Santana em 1835. Depois, devido à demora da Justiça, mudou-se com a filha para o Salvador, onde veio a falecer aos 61 anos de idade. E foi sepultada na Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento e Sant'Ana, no bairro de Nazaré em Salvador.

No programa Retrovisor, a atriz Clarissa Kiste disse que, em sua opinião, quando Maria Quitéria lutava pela independência do Brasil ao lado do Batalhão dos Voluntários do Príncipe, ela, na verdade, lutava pela própria independência. Como se a luta pela independência do Brasil fosse um pretexto pra ela lutar pela própria independência, como mulher.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Vila Anime - RJ

No último final de semana eu e a Agnes fomos vender as coisas do Devilyn's Dolls em um evento - no Rio de Janeiro. Na verdade em Campo Grande, uma cidade bem perto da cidade do Rio de Janeiro.

Saímos da casa dela em Osasco no sábado ao meio dia mais ou menos. A viagem foi boa. Não pegamos trânsito e paramos na fronteira pra tirar foto.


Quando estávamos chagando, eu fui trollado pelo GPS e perdi uma saída que teria nos poupado uma hora de stress. Os dois celulares estavam ficando sem bateria e nós fomos parar em umas quebradas lokas. Sorte que encontramos uns policiais pra pedir informação. O primeiro foi mal educado e falou

- Você pode desligar o carro e sair pra gente falar melhor?
- Opa, claro!
- Boa noite, cidadão! Pois não?!
- Como eu chego em Campo Grande?

Aí veio um policial gordinho firmeza e explicou direitinho como voltar pra Dutra, qual saída pegar e onde eu podia parar pra pedir informação de novo.

Enfim, fomos chegar no Motel Hotel umas 22h30. No dia seguinte saímos umas 9h00 pra ir ao evento. Assim que entramos no lugar, o Ricardo, que estava organizando já nos recebeu (usando uma camisa do Jake do Hora de Aventura) e foi super firmeza. E antes mesmo de abrirem as portas, já tínhamos vendido R$35,00 pra uma mulher que estava trabalhando lá.


Nós vendemos o suficiente pra pagar o aluguel do stand e a estadia. Mas considerando os gastos com material, gasolina etc, ainda não vendemos tão bem assim. Pelo menos conseguimos ter uma boa noção do que levar pra vender. Todo mundo gosta de Hora de Aventura e Pokémon.

Saímos do evento umas 18h00, comemos no Mc Donalds e pegamos a estrada umas 19h00. Na volta nós já sabíamos qual caminho pegar e conseguimos não nos perder. A ideia era parar em alguma cidade pra dormir, como Lorena ou Aparecida, mas fomos conversando, cantado (gritando) e tomando muito energético, então conseguimos voltar direto pra casa.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Quem tem uma Virago - por Marcos Roberto

Eu estou em um grupo no facebook chamado "Virago 250", um grupo pra quem tem a moto Virago 250 e quer pedir ajuda, compartilhar experiências, comprar ou vender motos ou peças etc.

Eu já reparei que quando eu falo da Virago pra pessoas que já pilotam há mais tempo, todos tem a mesma reação: abrir um sorriso nostálgico e dizer "Ah, a Viraguinho..."

Esses dias, lá no grupo do facebook, um cara fez um post que resume esse sentimento e que eu achei muito bom.
Bom, não posso dizer nada quanto aos donos de outras motos. Não faço parte de moto clube e não vou a encontros.
Mas algo eu percebi por aqui. Quem tem uma Virago é... diferente! Tem uma paixão, algo obstinado que beira a fixação, obsessão talvez?? Tão pouco sou psicólogo. Se muito, sou apenas mais um paciente que se auto-medica com cada esticada entre um sinal ou outro dentro da metrópole.
Que se trata com doses homeopáticas de inquietação noturna que me tira da cama e me faz montar nela e fazê-la roncar suave e constante por estradas outrora engarrafadas, agora livres, com toda liberdade que só a madrugada tem...
Eu demorei 10 anos para ter condições de comprá-la.
Valeu a pena esperar. Minha primeira moto é meu sonho realizado. Estamos em relacionamento há um ano.
Ela é a Vivi...
- Marcos Roberto

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Cinemetal T-Shirts

Na viagem para Belo Horizonte, eu reparei que o Duda estava usando umas camisetas muito legais. Que pareciam de banda, mas quando parava pra ler, ao invés do nome da banda estava escrito o nome de algum diretor de cinema.

Eu perguntei onde ele comprou e o site é o Cinemetal T-Shirts.


Além dos modelos que o próprio site já tem, eu fiz mais alguns. Pearl Jam, Queens of the Stone Age e The Beatles:




sexta-feira, 27 de junho de 2014

Ghoultown - Drink with the Living Dead

Outro dia eu estava vendo uns curtas na internetz e uma das coisas com que me deparei, foi o clipe de uma música chamada Drink with the Living Dead, do Ghoultown. E alguns dias depois eu assisti de novo prestando atenção na letra. E é muito foda.

É a história de um cara chamado Stanton Cree que matou outro para roubar seu drink e foi condenado à forca por isso. Mas por ter matado o cara enquanto ele bebia (o que é um pecado terrível) ele foi amaldiçoado a vagar pela terra por toda a eternidade desafiando desconhecidos para duelar ou na bebida ou no tiro.

A história na música é contada por um cara que foi desafiado no balcão de um bar. E ele diz para Stanton Cree:

- Mas é impossível ganhar na bebida de alguém que já está morto.

Stanton Cree ri e diz:

- Eu sei, eu sou condenado a matar inocentes. Mas então se você quiser duelar no tiro, você tem chance de ganhar e eu posso finalmente descansar.

Mas no tiro ele é invencível, então o cara decide enfrentá-lo na bebida mesmo. E ele ganha.

A música termina com ele dizendo:

- Eu acho que essa história não tem nenhuma lição de moral. A não ser que você decida matar um homem pra roubar seu último drink.



I was sittin in the thirsty devil, one sheet hung to the wind
When the bat wings doors creaked open and a stranger sauntered in
He moved his head from side to side and glared with a sunken eye
I heard the spin of a rusty spur as he shook off the dreary night

He lowered his hat, checked his gun and headed toward the bar
Walked on up beside me, i knew he'd traveled far
In a voice as thick as mud he looked to the 'keep and said…
"one shot of whiskey for myself and one for my new friend"

The patrons whispered hushed and low, they seemed to be afraid
As if a ghost had stood right up and walked out of its grave
His face was shallow and dirty, his skin like leather hide
Sure he spoke like any man, but something wasn't right

So i twisted on my stool, turned to him and said
"Thank you sir, but just the same, i'm chasin worms instead"
He growled and shoved the drink my way, his eyes cold as death
"I pick the drinks, you knock 'em back, else draw against my hand"

(Chorus)
When it's six to midnight and the boney hand of death is nigh
You better drink your drink and shut your mouth
If you draw against his hand, you can never win
Go ahead… drink with the living dead

"Who the hell do you think you are?" my patience growin thin
But swallow hard, i had to do, when the story he began
His lips curled back and words came forth starting up the tale
And every face inside that bar turned a shade of pale

"My name is Stanton Cree and i died three years before
I shot a man to steal his drink, at least that's what they hung me for
Now i'm cursed to walk the earth and challenge every night
A man to match me drink for drink or by the bullet die"

(Chorus)

"Now wait a minute, mister, no one makes me a fool"
I pushed the shot of whiskey back on over towards the ghoul
"I love a drink like any man but that's a losin game
To drink or draw against the dead would only be insane"

Stanton Cree tipped his hat and laughed a wicked laugh
"you see, the lord cursed my soul for killin that poor man"
There ain't no choice so you must try to match me shot for shot
If you win, then you'll go free and i can finally rot"

(Chorus)

The barhop nodded slowly and i knew that i was screwed
If i chose to duel the dead then i would surely lose
So i took the glass and threw the shot into my throat
I would match him drink for drink, no matter if i choked

Whiskey, tequila, vodka, rum or gin
Ain't no man that I can't beat, be him live or dead
So into the morning i matched him ounce for ounce
Til Stanton Cree fell over and a winner was announced

Now he rests in his pine box and i still walk the streets
But I don't forget the night when death had chosen me
There ain't no fancy moral to go with this I fear
Unless you aim to kill a man and drink down his last beer!


terça-feira, 8 de abril de 2014

A Teoria Pixar

Talvez você já tenha ouvido falar sobre a Pixar Theory. É uma teoria criada pelo jornalista Jon Negroni e postada no site dele. Sabe aquelas várias conexões e Easter Eggs presentes nos filmes da Pixar? Elas não seriam aleatórias, mas apenas as peças mais explícitas e óbvias de um cenário muito maior.

O texto original é em inglês (aqui) e eu peguei a tradução desse site aqui

A Teoria Pixar

Essa teoria envolve todos os filmes da Pixar, desde 1995:

Toy Story, Vida de Inseto, Toy Story 2, Monstros SA, Procurando Nemo, Os Incríveis, Carros, Ratatouille, Wall-E, Up, Toy Story 3, Carros 2, Valente, Universidade Monstros

E todos esses filmes estão conectados. Vou explicar como e os motivos.

Eu venho trabalhando no que chamo de ‘Teoria Pixar’, um trabalho narrativo que conecta todos os filmes do estúdio em uma mesma linha do tempo com um tema predominante.

Cada filme está conectado aos demais e seu desenrolar influencia todos os outros. Aqui vamos nós.

Valente é o primeiro e último filme da timeline. Obviamente, esse filme sobre um reino Escocês durante a Idade Média é o cenário mais antigo apresentado em produções da Pixar, mas é o único que explica o porquê de animais se comportarem como humanos de vez em quando nas produções da Pixar.


Em Valente, a Merida descobre que existe uma “mágica” que pode solucionar seus problemas, mas, sem querer, tornam sua mãe em um urso. Descobrimos que essa mágica vem de um estranha bruxa aparentemente ligada às misteriosas chamas de fogo-fátuo. Nós não só vemos animais se comportando como humanos , mas também vemos vassouras (objetos inanimados) agindo como pessoas na casa da bruxa.

Também descobrimos que essa bruxa inexplicavelmente desaparece toda vez que atravessa portas. E a bruxa é alguém que conhecemos de um outro filme dessa linha do tempo.

Os animais em Valente gradualmente param de agir como humanos, mas a explicação pra isso é simples. Eles regridem pois a mágica perde o efeito, mas com o passar do tempo, a inteligência evolui naturalmente. Após séculos, os animais de Valente que passaram por experimentos da bruxa se reproduziram, criando uma grande população de animais de personalidade e inteligência própria.

Há duas linhas de evolução: uma de animais e outra de inteligências artificiais. Os eventos dos filmes seguinte apresentam uma luta de forças entre humanos, animais e máquinas. No que diz respeito a animais, o desenrolar desse conflito é apresentado cronologicamente em Ratatouille, Procurando Nemo e Up. Perceba que não menciono Vida de Inseto, mas depois explico o motivo.

Em Ratatouille vemos animais experimentando essa humanização em condições menores e controladas. Remy quer cozinhar, algo que apenas humanos fazem. Ele cria uma relação com um pequeno grupo de humanos e se dá bem. Enquanto isso, o vilão do filme, Chef Skinner, desaparece. O que aconteceu com ele? O que ele fez com sua descoberta que animais são capazes de transcender seus instintos e realizar tarefas de forma melhor que humanos?


É possível que Charles Muntz, o antagonista de Up, tenha ficado sabendo desse rumor e tido a ideia para suas intenções que expusessem os pensamentos dos animais, como seus cães, pelos seus colares de tradução. Esses colares mostraram pra Muntz que animais são mais espertos e até parecidos com humanos do que pensávamos. Ele precisava dessa tecnologia para achar a ave exótica pela qual ele era obcecado, ele até chega a mencionar os vários cachorros que perdeu desde sua chegada na América do Sul.


Porém, após a morte de Muntz, Doug e os outros experimentos dele ficam livres e não sabemos as implicâncias disso, mas sabemos que é crescente a animosidade entre animais e humanos. Agora que os humanos descobriram o potencial dos animais, eles começam a ousar. Para desenvolver novas tecnologias, os humanos começam um revolução industrial mencionada em Up.

Algumas pessoas lembraram que Muntz estava trabalhando na América do Sul antes dos eventos de Ratatouille. É verdade, mas não é dito explicitamente quando e como ele começou a desenvolver os colares. Outra coisa: sabemos que Ratatouille está ambientado antes de Up por vários motivos. Em Toy Story 3, um cartão postal na parede de Andy tem o nome e o endereço de Carl e Ellie (incluindo seus sobrenomes). Isso confirma que em 2010, o ano no qual Toy Story 3 é ambientado, a Ellie ainda está viva ou pelo menos não está morta há muito tempo. Isso reforça a ideia que Up é ambientado anos depois.

No começo de Up, o Carl é forçado a abandonar sua casa para uma empresa pois a cidade está sendo expandida. Pense nisso. Qual corporação é culpada por poluir a erra e terminar com a vida local em um futuro distante por excessos tecnológicos?


Buy-n-Large (BnL), uma corporação que controla aparentemente tudo quando chegamos a Wall-E. No comercial feito para o filme, ‘A História da BnL’, é dito que a empresa chegou a controlar até os governos. Já deu pra entender que essa corporação alcançou domínio global?

O interessante é que essa mesma organização dá as caras em Toy Story 3:


Em Procurando Nemo temos uma população inteira de animais marítimos agindo em conjunto para salvar um peixe capturado por humanos. A BnL volta a aparecer nesse universo em uma matéria sobre um belo mundo aquático. Os mundos estão colidindo em Procurando Nemo. Os homens estão se armando contra os animais inteligentes.

E pense em Dory. O problema de memória é consequência da velocidade da evolução desses seres.


A continuação de Procurando Nemo, focada na Dory, deve provavelmente tratar desse tema e explicar mais. Também devemos ter mais evidêncas do clima hostil entre humanos e animais.

Já sobre inteligência artificial, começamos com Os Incríveis. Quem é o principal vilão do filme? Você provavelmente pensou no Síndrome, o Síndrome, que é quem basicamente comete o genocídio dos humanos com super-poderes.

Mas o Síndrome não tinha poderes. Ele usava tecnologia para se vingar da descrença do Sr. Incrível.


E como ele mata todos os heróis? Ele cria um robô assassino que registra os movimentos de todos os super-humanos e se adapta. Um hora essa inteligência artificial se rebela contra o próprio Síndrome, o que nos leva a acreditar que ele estivesse sendo manipulado pelas máquinas o tempo todo para que elas se livrassem das maiores ameaça da dominação robótica, os humanos super-poderosos. O filme até apresenta clipes de heróis com capas sendo mortos por objetos inanimados, como turbinas de avião…acidentalmente.

Os Incríveis é ambientado no passado, no final dos anos 80 ou começo dos 90. E isso é introdução coerente para Toy Story, quando vemos máquinas (brinquedos) questionando os sentidos de suas vidas.

Mas porquê as máquinas querem se livra dos humanos? Sabemos que animais não gostam de humanos porque eles estão poluindo a Terra e fazendo experiências com eles, mas qual o problema das máquinas?

Aí entra Toy Story. Vemos humanos usando e descartando ‘objetos’ conscientes. Sim, os brinquedos amam seus donos, mas nas sequências de Toy Story vemos os brinquedos perderem a paciência.

Mas como assim? Brinquedos não são necessariamente máquinas, mas objetos inanimados. Então como eles são inteligentes? O Síndrome dá a resposta. Ele diz ao Sr. Incrível que o combustível dos seus lasers vem da Energia de Ponto Zero. A energia eletromagnética existente no vácuo. É a energia invisível presente em comprimentos de onda e uma explicação razoável para como brinquedos e outros objetos ganham vida no mundo da Pixar.


Os brinquedos se rebelam contra Sid no primeiro filme. A Jesse é ressentida com sua dona, Emily, por ter sido abandonada. O urso Lotso odeia humanos no terceiro filme.

Com os supers extintos, a humanidade está vulnerável. Os animais têm a habilidade para tomarem controle do mundo, no estilo de Planeta dos Macacos, mas não vemos isso acontecer.

Da mesma forma, não vemos as máquinas tomarem controle. Por quê? Dá pra presumir que elas tomaram controle, mas não como esperávamos. Elas usaram a BnL, uma corporação, para dominar o mundo.

Em cada um dos Toy Story é explícito que os objetos com consciência confiam nos humanos para tudo. Para suas satisfações e até como fonte de energia. É mostrado que os brinquedos perdem a vida quando guardados, a não ser que estejam em um museu e sejam vistos por humanos.

Então as máquinas decidem controlar humanos usando uma corporação que supre todos os seus interesses, levando a uma revolução industrial que resulta em…poluição.

Quando os animais se revoltam contra humanos para impedir a poluição da Terra, quem vai salvar os homens? As máquinas. Sabemos que as máquinas vencerão essa guerra. E quando ela chega ao fim, não há mais animais na Terra. Quem sobra?


Pois as máquinas desequilibram a situação, a Terra vira um lugar inabitável para humanos e animais, daí os humanos sobreviventes são colocados na Axiom (ou Arca de Noé se você quiser seguir a temática bíblica na qual Wall-E é o Robô Jesus e sua paixão é convenientemente chamada Eva) como um último esforço para salvar a humanidade.


O único propósito dos humanos na Axiom é serem servidos pelas máquinas. Elas tornaram os humanos seus dependentes para tudo pois era como as máquinas eram tratadas quando eram ‘brinquedos’. É tudo que elas sabem fazer.

Enquanto isso, na Terra, as máquinas ficaram para povoar o planeta e seguir com a vida, isso explica como tradições e construções humanas continuam visíveis em Carros. Na linha do tempo, Carros se passa em algum momento dos 700 anos em que a nave de Wall-E está mantendo os humanos longe da Terra. Não há mais animais ou humanos nessa versão da Terra pois todos deixaram de existir, apesar de sabermos que ainda restaram muitas influências humanas. Em Carros 2, os automóveis precisam ir para a Europa e Japão, deixando claro que trata-se do mesmo planeta que conhecemos.

Então o que aconteceu com os carros? Até agora, sabemos que os humanos são a fonte de energia das máquinas. Por isso elas nunca se livraram deles. Em Wall-E é mostrado que a BnL pretende trazê-los de volta assim que o planeta estiver limpo, mas não deu certo. As máquinas acabaram morrendo na Terra, apesar de não sabermos como.

Sabemos que há uma crise de energia em Carros 2, com petróleo sendo a principal fonte apesar de seus perigos. Descobrimos que a corporação Allinol está usando ‘energia verde’ como um catalisador de combustível para afastar os carros de formas alternativas de energia. Esse combustível ‘limpo’ poderia ter sido utilizado para exterminar rapidamente muito dos carros.

Alguém lembrou que ‘all in all’ tem o mesmo signigicado de ‘by and large’, tornando a conexão entre Carros e Wall-E ainda mais coesa.

Aí retornamos a Wall-E.

Você já parou pra pensar por que Wall-E é a única máquina na Terra? Sabemos que o filme começa 800 anos após os humanos deixarem o planeta na Axiom, governada pelo Piloto Automático (outra inteligência artificial).

Será que o fascínio de Wall-E pela cultura humana e sua amizade com uma barata tenham o mantido focado e permitido a manutenção da sua personalidade? Esse é o motivo dele ser especial e ter libertados os humanos. Ele lembrava do tempo em quem máquinas e humanos viviam em paz, alheios à poluição causado por ambos.

Depois que os humanos são libertados por Wall-E e retomam a vida em sociedade na Terra, o que acontece com eles? Nos créditos finais de Wall-E vemos o sapato que continha a última planta do planeta. Ela cresce e vira uma bela árvore. Uma árvore que lembra muito a árvore de Vida de Inseto.


Isso aí. A razão de nenhum humano aparecer em Vida de Inseto é por não ter muitos dele ainda. Sabemos que alguns insetos sobreviveram pela existência da barata, eles teriam se multiplicado mais rápido que os outros seres, apesar do filme ser distante o suficiente na linha do tempo para os pássaros também terem retornado.

Mas tem mais. Vida de Inseto destoa bastante quando comparadas as várias retratações de animais. Ao contrário de Ratatouille, Up e Procurando Nemo, os insetos têm muitas atividades humanas, algo que os ratos de Ratatouille estão apenas experimentando. Os insetos tem cidades, cafés, sabem o que é um bloody mary e até possuem um circo itinerante. Daí presumimos que o filme é ambientado em um período diferente.

Outra coisa que diferencia Vida de Inseto dos outros filmes da Pixar é o fato de ser o único, além de Carros e Carros 2, que nem mesmo cita os humanos.

Depois que a Axiom volta pra Terra, a humanidade, as máquinas e os animais crescem e vivem em harmonia até o nascimento de uma nova super espécie. Monstros. O mundo dos Monstros na verdade é a Terra em um futuro longínquo.

De onde eles vieram? É possível que os monstros sejam apenas animais evoluídos modificados por causa da radiação da Terra ao longo de 800 anos de um mundo poluído e sem camada de ozônio. Outra possibilidade seria um cruzamento entre animais e humanos para que eles sobrevivessem. Nojento, eu sei, mas plausível se você levar em conta que os filmes da Pixar sempre deixam em aberto as linhas que separam humanos e animais.


Por alguma razão, esses monstros parecem versões modificadas dos animais, mas maiores e civilizados. Eles possuem cidades e faculdades, como vemos em Universidade Monstros.

Isso não explica plenamente o que aconteceu com os humanos. Pode ser que monstros e máquinas tenham esquecido de seus vínculos com os humanos e voltaram a se livrar deles, só tendo consciência desse erro quando os humanos foram extintos.

Em Monstros S.A. há uma crise de energia pois eles estão em um futuro distante na Terra em que não há mais humanos. E, como já vimos, humanos são a fonte de energia, mas graças às máquina os Monstros encontram uma forma de usar portas para viajar para o mundo dos homens. Mas não são dimensões diferentes.

Na verdade, os monstros estão viajando para o passado. Eles estão armazenando energia para evitar a própria extinção indo para a época em que a humanidade era mais proeminente. No limiar da civilização, se você preferir.

Apesar de muito tempo ter passado, os monstros/animais nunca perderam suas animosidades em relação aos humanos. A crença de que qualquer toque em um humano poderia destruir o mundo deles vem de instintos passados. Por isso eles assustam humanos para armazenar energia até descobrirem que risos são mais eficiente por ser naturalmente mais positiva.

Outra explicação levantada por alguns: as máquinas e os monstros criaram as portas de viagem no tempo, mas perceberam que mexer com o passado poderia mudar a história e até apagar suas existências. Daí elas inventaram a teoria de que humanos são tóxicos e de outra dimensão, tornando mortal qualquer interação com o próprio mundo.

Até vemos uma conexão entre Vida de Inseto e Monstros S.A. Há um trailer presente nos dois filmes. Como você pode ver, o trailer é exatamente o mesmo.


Olha a foto acima. Na esquerda está o trailer de Vida de Inseto e na direita o de Monstros S.A. O da esquerdar parece velho e destruído. Até a vegetação é claramente mais seca e escassa. O trailer da direita tem humanos e está cercado por grama alta e árvores.

Daí Monstros S.A. é o filme da Pixar ambientado em um futuro mais distante. No final, humanos, animais e máquinas se entenderam e finalmente encontraram uma forma de viver em harmonia.


Enfim, temos a Boo, que é o link entre a época de todos os filmes. O que você acha que aconteceu com ela? Ela viu tudo acontecer em um futuro distante da Terra na qual o ‘gatinho’ era capaz de falar. Ela ficou obcecada em descobrir o que aconteceu com seu amigo Sully, quando ela cresceu e ele parou de aparecer pra ela. E o motivo de animais não serem tão espertos quanto aqueles que ela conheceu no futuro.

Ela lembrava que eram as portas que a levavam ao Sully e acaba virando…


Sim, Boo é a bruxa de Brave. Ela descobre como viajar no tempo para encontrar Sully, e vai à fonte. As chamas de fogo-fátuo. Ali começou tudo e, como uma bruxa, ela desenvolve essa mágica como um esforço para encontrar o Sully usando portas que voltam e avançam no tempo.

Só para esclarecer: a teoria é que a Boo descobriu sozinha como usar as portas para viajar no tempo. Ela provavelmente foi para a Idade Média para pegar mais mágica das chamas.

Como sabemos disso? Em Valente dá pra ver rapidamente um desenho na casa da bruxa. É o Sully.


Vemos até o caminhão da Pizza Planet em uma escultura de madeira da bruxa, e isso só faz sentido se ela já tiver visto um… (e tenho certeza que viu, pois o caminhão está presente em todos os filmes da Pixar).


Você lembra da Merida abrindo as portas e a bruxa constantemente desaparecendo? Elas são feitas da mesma forma das portas de Monstros S.A. Elas transportam pelo tempo e esse é o motivo da Merida não encontrar a bruxa.

Os filmes da Pixar tem muitos Easter Eggs. Citei poucos deles, mas uma boa teoria sugere que eles foram inseridos pela Boo, seja propositalmente ou não, em sua busca por Sully. Algo que reforça essa crença é o fato de todos os Easter Eggs de Valente estarem na casa dela.

No final das contas, o amor dela pelo Sully é o cerne do universo Pixar. O amor de pessoas diferentes, com idades diferentes e até de espécies diferentes tentando encontrar formas de viver na Terra sem destruí-la.

E essa é a Teoria Pixar.