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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

15 Dicas que a Moto-Escola não ensina

Encontrei este texto, que é focado no público feminino, mas que vale pra todo mundo que está aprendendo a andar de moto.

1) Ande com o farol aceso, mesmo de dia.


O motociclista precisa estar sempre visível. Precisamos nos fazer visíveis. Muitas vezes os outros veículos não nos vêem, então coloque luzes, capacete colorido, o que for, mas esteja sempre no campo de visão de todos os veículos. O farol dianteiro aceso nunca é demais, é melhor pecar pelo excesso.


2) Nunca fique atrás dos carros com o trânsito em movimento.


Primeiro porque eles podem frear bruscamente, o que fará você colidir em sua traseira. Segundo, porque ele passa por buracos no eixo central do veículo que você não enxerga à frente e você vai parar em cheio dentro deles. Mantenha-se sempre atrás dos cantos dos veículos, para caso você precise desviar e entrar rapidamente no corredor. Mantenha distância de caminhões e veículos muito grandes e que podem te sugar com o vento para perto deles, principalmente nas estradas.


3) Acidentes de moto com moto acontecem sim.


Ao entrar em um corredor, verifique se já não vem vindo outra moto de lá de longe. As motos que estão no corredor vem com tudo e para entrar nele, você deve esperar todas elas passarem. Não seja a carrasca com seus próprios “irmãos”.


4) Nunca pilote com sono.


Nem alcoolizada. Nem com fome. Nem de TPM. Não preciso dizer que entorpecentes estão totalmente fora de cogitação, né? Durma bem, alimente-se, esteja atenta e ligada. Alguns amigos brincam que para pilotar moto você tem que estar “sangue nos zóio” (rs), ou seja, nada de moleza!


5) Use equipamentos de proteção. Mesmo para ir à padaria.


Capacete, luvas reforçadas, calça comprida, jaqueta com proteção e na estrada, uma joelheira ou caça com cordura cai bem. Lembrem-se: proteção nunca é demais. No tornozelo: USEM BOTAS, MENINAS. Não canso de repetir isto a todas as minhas colegas motociclistas, pois foi uma bota reforçada uma vez que me salvou de quebrar o tornozelo durante um acidente. Quando caímos, uma das primeiras coisas que vão ao chão são os pés, cujos ossos são fraquinhos, fraquinhos… Esteja sempre de bota, deixe as sapatilhas e sapatos abertos no baú ou mochila. Na moto é possível sim estarmos glamourosas, mas sempre com proteção.


6) Conheça bem a sua moto.


Crie intimidade com sua companheira de aventuras. Como se vocês fossem verdadeiras amigas. É ela quem vai te levar a muitos lugares, então você precisa conhecê-la. Na garagem de sua casa, com ela parada, segure-a apenas com as pernas, com uma mão, com o quadril. Sinta o peso de sua moto. Tenha consciência de que ela é mais pesada do que você, e no caso da moto de algumas meninas, muito mais pesadas do que aguentamos. Tente acessar os comandos da moto sem olhar. Acione o pisca, mude a marcha, tudo sem olhar para os comandos e guidón. Saiba onde está cada componente de sua moto, pedais, bateria, compartimentos… leia o manual, pesquise vídeos na internet. Na hora da emergência você sabe onde fica a caixa de ferramentas de sua moto?


7) Seja prevenida.


A jaqueta de proteção possui vários compartimentos. Deixe neles apenas o necessário, como habilitação, documento da moto, carteirinha do seguro, identificação… no caso de um acidente, isso facilita muito as pessoas que te ajudarão. Celular ainda tenho minhas dúvidas se vale a pena deixar na jaqueta, pois ele pode quebrar em uma queda, mas penso que seria bem útil ele estar em seu bolso, por exemplo, no caso de um furto da moto (e não no baú).


8) Deixe a vaidade de lado.


Moto não é lugar de estar toda arrumadinha, é lugar de estar protegida. Não use brincos grandes, eles enroscam no capacete e dificultam se alguém precisar tirar ele para você (foi um bombeiro que me disse isso uma vez). Leve sua maquiagem na bolsa e deixe para passar quando chegar no destino. Um batom lindo e olhos bem marcados com delineador e rímel ainda vai, mas muita preparação da pele (pó-compacto, base, blush) sairá tudo na espuma do capacete e você chegará de cara lavada, rs. Para as meninas de cabelo comprido, prenda-o em um rabo de cavalo. Algumas amigas colocam o cabelo para dentro da jaqueta, mas muitos já me disseram achar charmoso ver um rabo de cavalo “voando” por aí, rs. Uma trança também fica lindo!


9) Não tenha medo de tirar dúvidas.


Ande sempre com motociclistas mais experientes. Pegue dicas com namorado, amigos, turma do moto clube, não tenha vergonha de perguntar nada. Não se importe se rirem de você, o importante é você saber aproveitar várias dicas preciosas que alguém diz, e que talvez demorasse anos para você descobrir por conta própria. Moto é amizade, é compartilhar. Motociclista de verdade tem humildade suficiente para ajudar os irmãos.


10) Na dúvida, acelere.


Na subida, quando precisar sair de uma situação de risco, quando for desviar. A parte da física que mantém as motos em equilíbrio é a ciclística e ela diz que, se a roda estiver em movimento, ficará em pé. Nem sempre frear é uma boa opção. Viu que a moto está começando a perder o equilíbrio ou a morrer, acelere. A velocidade a manterá em linha reta. Lembre-se sempre de sua querida bicicleta que você tanto andou na infância, ela te treinou para ser uma mulher de moto, rs.


11) Respire moto.


Ande com colegas que têm moto. Ouça suas histórias. Moto é história, é momento, é vida. Ouça com atenção o que cada um tem para ensinar e tire algum bom proveito disso. Visite concessionárias de suas marcas favoritas. Frequente eventos, como por exemplo o Salão Duas Rodas. Entre em grupos de motos que você já teve ou almeje ter. Participe de fóruns no Facebook. Curta páginas relacionadas a moto. Não basta gostar, tem que compreender esta paixão. Ah, e claro sempre acompanhe o Mulheres de Moto, hehe.


12) Sempre confira a previsão do tempo.


Motociclista esperta é aquela que já tem um kit capa de chuva em seu bauzinho. Hoje em dia a maioria dos smartphones têm a temperatura do dia inteiro. Hoje vai chover? Capa de chuva nela! É feio, desengonçado? Sim, mas evita de você chegar encharcada no trabalho e ficar congelando no ar condicionado do escritório com a roupa molhada. Vai fazer sol? Ótimo! Curta de monte sua motoca, feliz por aí. Nem preciso dizer que o cuidado com a pilotagem no tempo chuvoso é redobrado, hein meninas? Mantenha mais distância do que em um dia seco, pois a frenagem com o piso molhado precisa de mais tempo devido às derrapagens, principalmente em motos que não possuem freios ABS.


13) Fique atenta à manutenção.


Revisão de acordo com o que a concessionária pede, para trocar óleo e filtro são essenciais. Fique de olhos também nas pastilhas de freios, nos fluídos e se o pneu não está careca. Arrume um mecânico camarada e leve sua companheira sempre na mesma oficina. Aquele que te dá várias dicas (mesmo sem você entender onde fica a rebimboca da parafuseta) precisa ser seu verdadeiro confidente, rs.


14) A escolha da moto.


Escolha uma moto que esteja de acordo com seu estilo, seu porte. Se você não tem muita altura, mas sonha em pilotar uma esportiva, saiba que ficará na ponta dos pés. Você precisa estar confortável e confiante em sua própria moto, nada de fazer algo que não se adepte ao seu gosto pessoal só para agradar uma turma. Não tenha pressa, comece aos poucos, com uma moto mais leve, até ganhar confiança para realizar o sonho de ter uma maior. Não tenha pressa, nem queira dar um passo maior do que a perna. Troque de moto conforme for progredindo na pilotagem. Seu Deus quiser, você ainda terá muitos anos pela frente para pilotar diversas motos.


15) Os outros motociclistas são seus amigos.


Saiba conviver com todos no trânsito. Não xingue os motoristas. Quanto aos motofretistas, tão comuns em cidades grandes como São Paulo, estes devem ser seus “parceiros”. Na hora do aperto são eles que te ajudam. Desequilibrou da moto, são eles que vão te levantar. Cumprimente os demais motociclistas no farol fechado. Puxe conversa com eles. Você verá que por trás daqueles olhares dentro de um capacete há seres humanos, cada um com suas histórias, suas vidas, mas todos (na maioria das vezes) prontos a te ajudar, caso seja preciso. Nestas horas é bom ser mulher e precisamos do cavalheirismo, tão em falta hoje em dia, mas que por incrível que pareça, ainda existe um pouco no meio motociclístico.


Final


Você deve estar se perguntando: “mas eu preciso saber tudo isso para andar de moto?”. Na verdade, aqui foram apenas algumas dicas, de amiga para amigas. Algumas coisas que vivencio e quis compartilhar com vocês, mulheres de coragem. O importante é curtir sua moto com paixão e claro, prudência.



Fonte:
Mulheres de Moto

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Elspeth Beard

1980. Uma época obscura em que não havia internet, celular e GPS. Eis que Elspeth Beard, uma moçoila inglesa de 24 anos resolve pegar a estrada de moto e viajar o mundo.

Com uma BMW R 60/6 Flat-Twin de 1974 já com 48.000 kms rodados viajou por vários países da América do Norte, Europa, Ásia, Oriente Médio e Oceania

Pra nós hoje isso parece "normal", já que várias pessoas viajam por aí sozinhas e temos todos os aparatos tecnológicos a nosso favor. Mas em 1980, uma mulher decidir cruzar de  moto os continentes da Terra era quase um atestado de insanidade - e suicídio.


A primeira etapa da viagem de Elspeth começou em New York/EUA, ela custeou o transporte aéreo dela e da sua moto saindo de Londres. De lá, rodou nos EUA, Canadá e México, voltando para a cidade de Los Angeles, onde enviou sua moto para Sydney na Austrália. Enquanto estava sendo realizado o trâmite de transporte da sua moto (naquela época era mais burocrático e demorado), resolveu esperar, conhecendo a pé a Nova Zelândia, andando por alguns dias.

Depois dos custos que teve para viajar até então e enviar a moto para Sydney, Elspeth ficou sem dinheiro. Ai, em Sydney procurou trabalho. Ficou sete meses trabalhando e vivendo numa garagem de uma casa de uma família que resolveu abrigá-la, fazendo projetos arquitetônicos para pessoas residentes próximas. Foi nesse período também que Elspeth resolveu construir as malas laterais e traseira da sua moto, feitas de alumínio, rebitados e cortados por ela mesma. Até então, ela estava viajando com malas de tecido que tinha providenciado na sua saída de Londres.

Após a chegada da moto, rodou pela Austrália e sofreu seu primeiro acidente, foi em uma estrada de terra perto de Townsville, em Queensland. A moto caiu e ela sofreu escoriações e outros ferimentos, mas não teve nenhum osso quebrado. O capacete da marca "Bell" a protegeu e ela o tem guardado de recordação até hoje, o qual mesmo depois do acidente, continuou sendo utilizado por toda a viagem (não tinha grana sobrando para trocá-lo).

Abalada, mas sempre destemida, ela passou duas semanas no hospital antes de retomar a viagem na estrada, até o norte e costa leste de OZ, em seguida pelo sertão de Ayers Rock e, finalmente, através da planície Nullabor na costa oeste. Lá ela colocou a BMW num barco com destino para Cingapura.

Em Cingapura/Indonésia, sofreu um grave problema, teve todos os seus documentos e pertences de valor roubados, como seu passaporte, documentos do registro de transporte da moto. Teve que voltar para a Inglaterra por onde permaneceu seis semanas resolvendo a questão das segundas vias dos documentos.


Resolvida a questão dos documentos, ela buscou sua moto na Tailândia, prosseguiu até a península da Malásia, pasando também por Bangkok, indo até Chiang Mai no mesmo país (Tailândia), seguindo pelo conhecido Triângulo Dourado na rota terrestre para a Índia.

Foi quando sofreu novo acidente, quando atropelou um cachorro que apareceu correndo saindo próximo de um caminhão, fazendo com que com o seu desvio batesse com a moto numa árvore, isso ocorreu ainda na Tailândia, foi abrigada por uma família pobre de uma pequena cidade, que não falavam uma palavra de inglês e ela nada de tailandês, a comunicação foi por sinais.

A família tailandesa ficou encantada com as histórias que a Elspeth contava sobre sua viagem, conviveram juntos por duas semanas, até que Elspeth se recuperasse do seu acidente, dando comida e hospedagem para ela. Elspeth só ficou chocada quando descobriu que a carne que havia comido na casa era do cachorro que ela havia matado no acidente. Elspeth teve também que arrumar peças do motor da moto que danificou. Depois da experiência com a família rodou adentrando na Índia.

Elspeth já estava viajando havia mais de dois anos desde sua partida. Foi quando seus pais resolveram visitá-la na Índia, na cidade de Katmandu. Eles ficaram chocados com a magreza dela. Nessa cidade Elspeth conheceu um holandês que também estava viajando de moto, e juntos rodaram de volta até a Europa, mas antes conheceram o Himalaia. Ambos passaram por uma experiência ruim na viagem, na fronteira da Índia com o Paquistão, ocorreu o assassinato do primeiro ministro indiano, fazendo com que a fronteira ficasse dominada por policiais e guardas do governo indiano, dificultando todos os trâmites de saída do país.


A situação ficou caótica e vários ocidentais que estavam na Índia entraram em desespero. Elspeth e o novo amigo holandês simplesmente não conseguiam permissão para sair da Índia, foi quando Elspeth resolveu por conta própria forjar um documento como se fosse do governo indiano autorizando sua saída do país.Ela não estava bem de saúde e sua moto estava com o freio traseiro defeituoso, devido a um vazamento de óleo, além da embreagem da moto que havia parado de funcionar.

Conseguiram atravessar a fronteira para o Paquistão, cruzando o país em direção ao Irã e de lá para a Turquia. No Irã o visto de permissão para ficarem no país foi de poucos dias, assim, logo chegaram na Turquia, faltando poucas horas para o vencimento dos seus vistos.

Elspeth passou algum tempo na Turquia oriental recuperando sua força e reparando sua moto. Quando ela deixou a Inglaterra, era uma mulher jovem, alta, saudável e pesando 65kg. Agora estava pesando apenas 41 quilos.

Pra quem já tinha feito todo o caminho que ela fez por países politicamente complicados e com muitos problemas sociais, partir da Turquia para cruzar a Grécia e parte da Europa continental rumo ao Reino Unido era simples, ela estava se sentindo em casa. O único desafio, seria atravessar uma rodovia na Iugoslávia, conhecida como "rodovia da morte", uma estrada de apenas uma pista de cada lado, com muitos caminhões, os quais toda hora ultrapassam um ao outro. Tal estrada tem centenas de cruzes e flores em ambos os lados para lembrar dos mortos em acidentes nos locais.

Mas tudo bem, Elspeth rodou com sua moto até a sua cidade de Londres na Inglaterra, findando a sua viagem.  A moto que Elspeth usou para essa viagem existe e é dela até hoje. Ela já teve várias outras motos da BMW, por alguns anos rodou uma GS 1100 R, depois com uma R 80 GS e também uma R 1200 GS.

Já fez várias outras grandes viagens, mas nenhuma como a primeira. É sempre assim, todas as viagens de motocicletas, são únicas, diferentes e especiais. Numa das viagens de Elspeth, ela foi acompanhada com um famoso moto aventureiro europeu, Nick Sanders, de Londres para Marrocos, ida e volta.

Depois que Elspeth terminou sua grande viagem, que durou de 1980 a 1983, ela completou seus estudos de arquitetura e passou sete anos transformando uma torre de água abandonada que adquiriu, em sua casa vitoriana que ficou maravilhosa. Trabalha em tempo integral em Londres e criou sozinha seu filho. Hoje ela é uma arquiteta premiada e reconhecida em toda a Europa.


Loucos são aqueles que acham que esse tipo de sonho é loucura.


Fonte: RockRiders.com.br

segunda-feira, 16 de março de 2015

Macgyver Francês

Quando eu li isso pela primeira vez, eu pensei "Cacete... Tem gente que é foda!"

Em 1993, Emile Leray estava no meio de uma aventura no deserto de Marrocos quando o Citroën 2CV que dirigia quebrou. Ele tinha saído de Tan-Tan, no Marrocos, e já estava a 35 kms de distância. Pra completar, ele estava sozinho e longe de qualquer civilização (inclusive, longe de qualquer estrada), já que estava desviando sua rota para escapar de uma base militar. Era uma situação desesperadora.


Mas Leray conseguiu sair dela sozinho, com as próprias mãos. Ele simplesmente usou as peças do carro para construir uma moto e dar o fora dali. Era isso ou morrer de fome e sede ali mesmo.

Ele não era nenhum novato em viagens no deserto – já havia explorado a região norte do Saara algumas vezes. Ele podia ter escolhido um belo jipe com tração 4×4 e reduzida, mas optou pelo Citroën 2CV porque ele é, em suas próprias palavras, “durão”.

“Na África eles chamam o 2CV de ‘Camelo de Aço’ porque ele é capaz de ir a qualquer lugar, desde que você seja gentil com ele. Você não pode forçá-lo demais”, Emile contou ao Daily Mail em 2012. “Obviamente eu o forcei demais, porque eu consegui quebrá-lo”.

O que aconteceu foi que ele estava em alta velocidade no meio do deserto, andando na terra, por areias nunca dantes navegadas. Até que perdeu o controle do carro, bateu em uma pedra e quebrou um braço da suspensão dianteira e uma parte do chassi.

Ele poderia ter deixado o carro ali e voltado em algumas horas. De fato, ele poderia se não estivesse preso em um ambiente hostil, seco e perigoso. O mais prudente seria usar seus suprimentos de água e comida para se manter por alguns dias, até conseguir construir um veículo utilizável. Uma moto seria o ideal.


A primeira coisa que ele fez foi remover a carroceria do chassi e usá-la como abrigo, onde dormiria e manteria a água e a comida. Então, com algumas ferramentas simples – uma serra de arco, um martelo e… basicamente isso, ele começou a trabalhar.

Ele serrou o chassi do carro para criar um quadro para a moto. Componentes da suspensão foram usados para fazer o garfo dianteiro e o motor ficava no meio do chassi, bem em frente do piloto. Para mover a roda traseira, Emile criou um engenhoso esquema ligando um dos tambores de freio ao motor. Ele girava para trás e, em contato com o pneu traseiro, o fazia girar para a frente. O selim foi feito usando o para-choque traseiro e o revestimento dos bancos, e Emile até deixou espaço para um pouco de bagagem entre o motor e a roda dianteira.




O resultado de doze dias de trabalho foi uma moto que lembrava os veículos de Mad Max. Não era confortável, não tinha freios e também não era muito estável – Emile caiu algumas vezes e, para piorar, a moto pesava quase 200 kg. Mas ainda era melhor que caminhar e, assim que conseguiu deixar a moto pronta para rodar, ele juntou o que havia sobrado de seus suprimentos e partiu.

A viagem de volta à civilização foi curta: logo no primeiro dia, ele foi parado pela polícia marroquina por dirigir um veículo tão estranho.

Ainda que tivesse mantido a placa original na traseira, os documentos diziam que ela pertencia a um Citroën 2CV, não a uma moto feita com partes de um 2CV. Assim, a polícia até lhe deu uma carona para o vilarejo mais próximo, mas não sem antes aplicar-lhe uma bela multa por conduzir um veículo sem registro.

Emile tem muito orgulho do que fez. Hoje, aos 64 anos, ele vive no noroeste da França e mantém a moto consigo até hoje em sua propriedade.



Fonte:

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Quem tem uma Virago - por Marcos Roberto

Eu estou em um grupo no facebook chamado "Virago 250", um grupo pra quem tem a moto Virago 250 e quer pedir ajuda, compartilhar experiências, comprar ou vender motos ou peças etc.

Eu já reparei que quando eu falo da Virago pra pessoas que já pilotam há mais tempo, todos tem a mesma reação: abrir um sorriso nostálgico e dizer "Ah, a Viraguinho..."

Esses dias, lá no grupo do facebook, um cara fez um post que resume esse sentimento e que eu achei muito bom.
Bom, não posso dizer nada quanto aos donos de outras motos. Não faço parte de moto clube e não vou a encontros.
Mas algo eu percebi por aqui. Quem tem uma Virago é... diferente! Tem uma paixão, algo obstinado que beira a fixação, obsessão talvez?? Tão pouco sou psicólogo. Se muito, sou apenas mais um paciente que se auto-medica com cada esticada entre um sinal ou outro dentro da metrópole.
Que se trata com doses homeopáticas de inquietação noturna que me tira da cama e me faz montar nela e fazê-la roncar suave e constante por estradas outrora engarrafadas, agora livres, com toda liberdade que só a madrugada tem...
Eu demorei 10 anos para ter condições de comprá-la.
Valeu a pena esperar. Minha primeira moto é meu sonho realizado. Estamos em relacionamento há um ano.
Ela é a Vivi...
- Marcos Roberto

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Broderagem no Trânsito

Outro dia eu fiz uma broderagem com um motoqueiro. Usando a minha ogridade!

Eu vi duas motos e um carro parados na rua e quando cheguei perto entendi o que estava acontecendo: O carro tinha batido atrás de uma moto e a placa tinha ido parar em baixo do banco. E uma outra moto já tinha parado pra ajudar, mas o cara só estava lá olhando sem fazer nada.

O dono da moto batida tava falando:
- Pô! Como eu vou poder trabalhar agora? Eu preciso da moto pra trabalhar!

E o velhinho, dono do carro tava falando:
- Caramba, desculpa, eu não sou de bater mas hoje aconteceu... Mas eu tenho uma oficina... A gente só mexe com carro, mas a gente pode dar um jeito...

Então eu parei a moto do lado e nem perguntei nada. Desci e falei:
- Tira a placa daí de baixo!

E comecei a levantar o banco. Mas a moto era tão leve que subiu junto! Então eu pisei entre os aros da roda e levantei o banco de novo. Aí o cara tirou a placa de onde estava presa e eu fui embora fazendo um jóia.


Os três ficaram meio sem reação e apenas retribuiram o jóia com a mão, enquanto eu ia embora ouvindo uma música triunfal e uma narração estilo Meninas Superpoderosas: "E mais uma vez o dia foi salvo, graças ao Marcelão!!!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Contos - Nuvens negras

Hoje eu consegui sair do trabalho mais cedo e estava feliz porque ia pegar a moto enquanto ainda estava claro.

Eu já estava na Ricardo Jaffet, quase pegando a Imigrantes (sim, eu pego a Imigrantes pra voltar pra casa), quando olhei pro horizonte e o céu estava preto. Era uma escuridão que se fundia com o asfalto em uma névoa que, eu perceberia depois, consistia de vapor, granizo e muita chuva. O vento que batia no meu rosto ia ficando mais frio conforme eu me aproximava.

Quando entrei na Imigrantes comecei a sentir as primeiras gotas. E um pensamento veio à minha mente. Uma frase que eu já vi pelas internets "Though I walk through the valley of the shadow of death, I shall fear no evil". Então olhei pro terço eu levo comigo na moto, olhei pra frente, cerrei os olhos e lembrei, com um sorriso no rosto, de outra frase. Uma que eu levo comigo sempre. "O importante é ter história pra contar!"

Rapaz, que chuva... O granizo batendo na minha perna, a água gelada entrando pela manga e pela gola da jaqueta e o tênis virando uma piscina. Enquanto eu pilotava, conseguia ver como se fossem ondas de vento levando o vapor do chão, eu conseguia ver as lufadas chegando em mim e precisava inclinar a moto pra compensar os empurrões. Pra enxergar também havia dificuldade. Além da própria chuva que, sozinha, já dificultava a visão, se eu deixava o capacete fechado, ele começava a embaçar e se eu abria, o vento e a água na minha cara não me deixavam respirar nem deixar os olhos abertos direito.

Durante a Imigrantes inteira até depois do pedágio foi desse jeito, o céu escuro, quase como se já fosse noite e eu me encharcando cada vez mais.

Quando estava quase chegando em casa, a chuva foi parando, o céu voltou a abrir e eu e a Scarllett chegamos em casa a tempo de ver o pôr do sol.

Como diria o Carlos Alberto Jr., é nessas horas que os homens se separam dos meninos.


sábado, 5 de outubro de 2013

Moto é moto

Batizei a moto no asfalto =(

Eu estava voltando do meu santo futebolzinho de sábado de manhã, quando um caminhão fez uma conversão proibida na minha frente. Eu não consegui parar e ele não parou mesmo eu buzinando loucamente. Aí no último momento eu apertei o freio até o talo e a roda derrapou, então bati de frente e bati de cara no caminhão (de capacete, é claro). É uma sensação bizarra. Na hora deu um clarão e eu fui reconstruindo a lembrança da cena aos poucos.

Quando eu levantei a primeira coisa que eu fiz foi ver se eu estava inteiro. Firmei os pés no chão um de cada vez pra ver se as pernas estavam fortes e fiquei abrindo e fechando as mãos. Quando eu olhei pros lados já tinha um motoqueiro parando pra me ajudar e um cara de um bar do lado indo ver o que tinha acontecido.

Então vi que minha calça estava com um rasgão e quando olhei vi que tava com um puta raladão no joelho pingando sangue.


Troquei telefone com o caminhoneiro e o motoqueiro sugeriu que eu passasse num posto de saúde que tem lá perto. Agora eu já to em casa, mas fiz um curativo e tomei um anti-inflamatório.

To com um raladão no joelho esquerdo, um raladinho no joelho direito (que só vi em casa qdo tava me trocando), o pulso direito doendo, um raladinho no braço direito e um vermelhão na barriga que eu não sei como aconteceu huahua.

Já a menina... guidão desalinhado, seta quebrada e mata-cachorro torto.

Por sorte eu sempre fui super tranquilo pra tudo, então, levantei, vi que não tinha acontecido nada grave, levantei a moto com ajuda do cara e o caminhoneiro já foi lá ver se eu tava bem. Se eu não tivesse mantido a calma poderia ter desmaiado, sei lá...

Mas como disse o cara do bar que parou pra me ajudar: "moto é moto". Pelo menos foi um choque de realidade pra quem nunca tinha caído foda de moto =/


domingo, 25 de agosto de 2013

Loud Pipes

Esses dias eu estava voltando de moto da casa do Luigi quando vi uma gatinha no carro do lado. Até aí, nada de mais, é como ver uma mina gata do outro lado da rua, pegando o ônibus etc. Mas aí o farol fechou e eu fiquei do lado dela. Eu só pensei "Ah, uma mina gatinha, foda-se". Mas logo que eu parei do lado dela eu vi que ela e a mina do banco de trás deram uma olhadinha sorrindo.

Então eu resolvi fazer uma marra e dei uma roncadinha no motor. Aí a mina do banco de trás fez um gesto apontando pra gatinha na frente. Aí a mina da frente abriu a janela e a mina de trás falou "Passa seu telefone". Aí eu passei a mina de trás disse "Ela vai te ligar".

Aí eu: "Blz! Huehuehue. Qual seu nome?"
- "Melissa"
- "Marcelo, muito prazer".
Aí o farol abriu e eu fui embora. Nós trocamos umas msgs no whatsapp e acho que vamos sair essa semana =)


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Primeiro rolê com garupa

Meu pai comprou uma roupinha de frio pro Simba e pra Zelda há algum tempo. A do Simba sumiu e ele comprou uma nova. Mas aí ficou pequena e precisava ir na Cobasi trocar, então ele pediu pra eu e o Fell (que estava na minha casa) irmos fazê-lo.

Eu falei "Vamo de moto?" e ele falou "Vamo!"

Mantivemos a tradição dos tempos de escola de ter uma ideia idiota e fazer do jeito mais idiota possível.

Domingão, preguição, calorão... Fomos do jeito que a gente tava, de bermuda e camiseta de manga curta até a Cobasi da Ricardo Jaffet.

Então meu primeiro rolê com garupa foi pegando a Imigrantes de bermuda e camiseta! Huehuehuhue

Depois assamos uma carne na churrasqueira e tivemos uma Festa Juninazinha com os amigos do Teatro em Inglês do Santa Maria.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Encontro Hells Angels

O Lamon me chamou pra ir num encontro de motos sábado. Então quando eu estava saindo do futebol liguei pra ele mas ele não atendeu. Então um pouco depois ele mandou uma mensagem "To chegando em casa, te ligo em 5 min". Eu pensei "Bom, então vou indo pra lá". Aí nos encontramos no caminho, igual a cena de introdução de Motoqueiros Selvagens. Foi mó daora XD


Lá na casa do Lamon batemos um rango e fomos nos encontrar com o Thor num posto de gasolina na Marginal. De lá fomos à oficina de Harley Davidson que o Lamon trabalhou uns dias pra manjar de mecânica. Ficamos lá uns 10 minutos esperando o Sandro.

Enquanto esperávamos, foram chegando mais umas Harleys e um dos caras estacionou do lado da minha moto. Eu falei pro Lamon "Se esse cara encostar na minha moto eu arrebento ele huahuahhua té paress".

Depois q o Sandro chegou nós fomos em umas 15 ou 20 motos até Santana no encontro do Hells Angels. Pra quem não sabe, Hells Angels é o moto clube mais antigo a ter reconhecimento. Foi criado em 17 de março de 1948 nos EUA e atualmente tem membros no mundo todo.


Lá nessa sede em Santana a gente se enontrou com mais caras do Rednecks, que é o motoclube que o Lamon faz parte junto com o Thor, o Rafão, o Sandro, o Paulo e mais alguns que eu ainda não conheço XD

Nós ficamos por lá umas 3, 4 horas e depois fomos pra uma loja de Harley Davidsons que fica na Av. Dr. Arnaldo. Pra ir até lá fomos em umas 40, 50 motos. Antes de sair teve até uma organização "Olha, a gente vai sempre pela faixa da esquerda." e o Thor falou "Vai o Sandro na frente, eu, Lamon e Moretti blz? Não sai da formação."


Foi muito tr00. Uma fila enorme de motos... E quando o farol fechava pra nós, um ou dois caras que eram meio líderes ficavam parados na frente dos carros pra segurar o trânsito enquanto as motos passavam.

Chegando nessa loja, a gente ficou lá uma meia hora mas fomos embora porque ia chover. Mas enquanto estávamos lá um mendigo gringo me ensinou uns golpes de defesa pessoal pq ele viu eu mostrando um golpe pro Thor.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Os Diferentes Tipos de Moto

Eu sempre achei que motos custom e chopper fossem a mesma coisa. Mas então percebi que muita gente não sabe o que é cada uma e que algumas não sabem nem que existem diferentes tipos de moto. Então apresentá-las-ei aqui nesse post. As principais são Street, Speed/Esportiva, Off-road, Scooter, Custom e Chopper.

Street - Motos de baixa e média cilindrada (90 cc a 450 cc) feitas para utilização urbana, que possuem garupa. É recomendada para iniciantes, devido à facilidade de pilotagem. Sua agilidade e leveza permitem costurar no trânsito (e aumentam o número de acidentes).


Speed/Esportiva - Motos leves e de alto desempenho. Possuem carenagem para reduzir a resistência do ar. São inspiradas em motos de corrida, ideais para estradas e circuitos fechados.


Off-road - São feitas exclusivamente para rallies, pistas de Motocross e trilhas. Não possuem setas nem retrovisores e utilizam pneus com cravos. Não podem rodar no perímetro urbano. São aquelas motos que vemos voando nas pistas de motocross.


Scooter - Normalmente apresentam baixo desempenho. A diferença está nas rodas menores e nos pneus mais largos. Uma das principais características é que o piloto dirige sentado e não montado. São ideais pra andar pela cidade por serem pequenas e baratas.


Custom - Motos que possuem grande distância entre eixos, banco do passageiro mais elevado, muito torque, devido a seus grandes motores, e baixa distância do solo. Por ser "custom", a idéia é encher de firulas como alforje, sissy bar, garupa, guidão seca-suvaco, fitinhas de couro etc. São ideais para viajar graças a seu bom desempenho em estrada e seu conforto.


Chopper
São motos produzidas sob encomenda, então são inteiras customizáveis. Chopper vem de chop, o verbo em inglês para "cortar", de cortar tudo que não é essencial. Então por mais customizada que a moto seja, a idéia é que não tenha nenhuma firula como a custom. Na moto chopper, tira-se as firulas inúteis da moto custom e deixa-se apenas o essencial: Tanque, guidão, assento sem garupa e motor, tornando-a leve e de alto desempenho. Como ela é inteira feita sob encomenta, as firulas são feitas na própia estrutura da moto.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Primeira viagem de moto

Outro dia, no grupo do facebook dos amigos que andam de moto (Eu, Lamon, Thor, Rafão, Paulo, Sandro entre outros) começamos a combinar uma viagem para o dia 9 de fevereiro. Não tínhamos decidido ainda pra onde exatamente ia ser, mas a idéia era pegar a Rio-Santos, parar em alguma praia pra comer e voltar no mesmo dia.

Combinamos de nos encontrar na casa do Thor ao meio dia. Então o Lamon dormiu lá em casa e nós fomos juntos no dia seguinte. Mas quando faltava 2 minutos pra gente chegar e paramos num farol, o Lamon não viu que tinha óleo na pista. E além disso tinha um buraco na pista, então combou tudo e a moto foi pro chão.

Como o farol estava fechando, não veio nenhum carro pra cima. Então eu corri pra perto dele pra ajudar. Levantamos a moto e vimos que estava tudo bem, mas a seta de trás sumiu tinha desaparecido, o mata-cachorro amassou e a roda de trás estava travando. Ligamos pro Rafão e pro Thor pra avisar q o Lamon tinha caído mas estava tudo bem e eles falaram pra gente ir pra lá que eles iam dar uma olhada.

Então eu e o Lamon continuamos tentando descobrir pq a roda tava travando. Aí eu olhei embaixo e encontrei a seta perdida. Ela tinha ido parar entre o pneu e o pára-lama.

Enfim, fomos até a casa do Thor e passamos o dia cuidando das motos. Consertando a do Lamon e dando uma geral em todas. Depois comemos uma macarronada um javali no rolete que o Thor preparou, tomamos sorvete cerveja e ficamos conversando sobre Tarantino e desenhos animados mulher gostosa e futebol.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Panamerican Inspiration

Ontem eu falei com os caras do Panamerican Ride pelo facebook  e eles responderam! =D

Marcelo Martins Moretti:
Hey there! There's something I'd like to know about your trip. How did you plan your money spending? Did you gather everything before travelling or you got it on small jobs along the way? How much have you planned to spend? Have you planned where to sleep in every place that you stopped? I want to travel the world on wheels too. Two or four. And you guys are awesome and a great inspiration. So, if you could help me to chase this goal, I'd be really glad!

Btw, I've wrote about you on my blog http://putsnem.blogspot.com.br/2013/01/panamerican-ride.html

And sorry for the long text XD


A Panamerican Ride:
Hey man, no problem. To answer your questions: We were not sponsored, so we worked for about 10 months in 2 jobs to save for the trip. I will say this, because our money is limited we have done this trip on a very small budget. This involves sleeping in the tent most of the time (on the beach, in the desert, in the woods, in people's yards ect) and also means eating whatever is cheapest. You have to accept that showering is a luxury, just like sleeping properly. You have to be prepared to make friends with everyone while keeping your eyes open. Keep your friends close and your enemies even closer. We had an itinerary which we never followed. The thing is you will never know what a place is like just by researching on the internet. We decided to follow people's suggestions...so we would go to a city and talk to people who would suggest something else and so on and so on. The important thing is to first decide where you want to go and how you want to do it...(by this I mean what sacrifices are you willing to make?) Then you can have an idea of how much money you will need. Se tiver outra pergunta cara...so mandar msg. Se esta interesado vai sair uma intrevista no jornal de Santos "A Tribuna" proxima quarta feira. Falo

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Scarlett

Para quem não sabe, eu finalmente comprei minha moto!! Isso mesmo, meninos e meninas! Agora sou um ser livre e motorizado!

Na verdade eu comprei a moto em dezembro, entre o Natal e o Ano Novo, mas a deixei no mecânico pra ele dar uma olhada no motor e carburador. Como eu não tinha pegado-a para andar ainda, preferi não escrever sobre ela. Mas agora isso mudou, porque domingo voltando pra casa do trabalho (¬¬) eu passei no Wilsão e peguei a bichinha.


Minha linda Virago 250 vermelha, batizada de Scarlett. Por ser vermelha e porque a Scarlett Johanson é gostosa.

No primeiro dia dei umas voltas pelo condomínio e vi que já estava pronto pra viajar mundo afora. E já fiz uns ajustes nela. Quando eu comprei o cara que me vendeu me deu uma caixa com as peças que ele tinha guardado. Então coloquei o retrovisor original e uma peça lateral onde depois vou encaixar o sissy bar e o bagageiro. E também ajustei o farol que estava muito alto.

No mês que vem vou colocar o sissy bar e o bagageiro. E também vou comprar alforges e mata-cachorro. Pra quem não sabe, mata-cachorro não é nenhum tipo de arma pra matar os cachorrinhos na rua. É uma proteção pro motor e pras pernas e que pode servir pra apoiar os pés.

Ontem fui até a casa do Fell e hoje até o trabalho. E agora vou pra qualquer lugar que o vento me levar! =D



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Panamerican Ride

Hoje eu saí pra almoçar no trabalho e vi lá na Augusta duas motos enormes passando. Uma delas tinha um adesivo com o tumblr dos caras, leostefano.tumblr.com. Aí fui ver quale que era e descobri que são dois amigos dos Estado Unidos, Steve e Leo, que resolveram fazer um pequeno passeio de moto de Boston até o Rio de Janeiro.



A motos na verdade não eram tão grandes, quer dizer, umas 1000 cilindradas, mas o que deixava elas grandes mesmo eram os equipamentos. Um monte de alforge, cargas penduradas, peças pra trocar e até um pneu estepe.



Achei muito foda. No mínimo serve de inspiração. Eu queria entrar em contato com eles pra ver como eles fizeram com dinheiro... Se juntaram um monte e largaram tudo pra viajar, se fazem uns bicos por aí, se combinaram a volta no trabalho etc. De qualquer jeito precisa de planejamento bagarái.