sexta-feira, 19 de julho de 2013

Itália e Alemanha


É isso aí meus queridões! Mais dois países entraram na minha lista de lugares visitados. Itália e Alemanha. Fui visitar as terras de Leonardo da Vinci e Albert Einstein.

Antes de viajar, a impressão que eu tinha era de que eu iria me apaixonar pela Itália e achar a Alemanha supimpa mas nada de mais. Mas o que aconteceu foi o oposto. Primeiro porque na Itália nós ficamos em Roma. E lá é turístico demais, cheio demais e bagunçado demais. Parece São Paulo. E na Alemanha nós ficamos em Hollige, um vilarejo em Walsrode, que é uma cidadezinha perto de Bremem e Hamburg. E mesmo afastado da cidade, tudo é perfeito, tudo funciona, as ruas são asfaltadas, as estradas são bem sinalizadas e geradores eólicos preenchem o horizonte em todas as direções.

Uma coisa interessante que eu reparei foi que na Itália tudo tem pelo menos 500 ou 1000 anos, porque são ruínas do império romano e da idade média. E na Alemanha, nas cidades maiores como Hannover e Hamburg, tudo tem menos menos de 50 anos, porque foi destruído na Segunda Guerra Mundial e teve que ser reconstruído.

Em Roma nós ficamos num hotel que tinha um mezanino no meio do quarto com duas camas e onde tínhamos 8 horas de wi-fi pra gastar em 7 dias, então tivemos que economizar muito!!!! Huahuaha

O primeiro passeio que fizemos foi o principal de Roma, que é o Coliseu. Fizemos a visita guiada e foi muito instrutivo. Descobrimos que na verdade era bem raro um gladiador morrer, porque eles eram ídolos da galera, como jogadores de futebol. A diversão era ver os gladiadores matando leões, tigres javalis ou ver os leões tigres e javalis matando ladrões que tinham sido condenados a "lutar" contra esses animais sem nenhuma arma ou proteção.


Tomei meu primeiro rola de moto em solo romano. Eu e a Marina alugamos uma vespa para passear pela cidade. Fomos até as catacumbas (rolê chatão), passamos pelo Coliseu 300 vezes, demos umas voltas perdidos por aí e esquecemos de tirar foto na moto. Em uma dessas andanças, quando eu fui sair no farol, o pneu da frente escorregou e a gente caiu. Mas ficou tudo bem.

Lá na Itália nós comemos massa em todas as refeições e comemos sorvete todos os dias pelo menos uma vez. E mesmo andando bastante todos os dias, todos nós ganhamos uns quilinhos huehue


No quarto dia nos encontramos com a Ana Leticia, uma amiga da Marina que ela conheceu na Austrália. Fomos com ela no Hard Rock Cafe Rome e no dia seguinte fomos todos (eu, Marina, Ana Leticia, meu pai e minha mãe) passar o dia em Siena, uma cidade 230 kms ao Norte de Roma, onde rola o famoso Palio, uma grande corrida de cavalos que eles fazem uma vez por ano e que aconteceria poucos dias depois do nosso passeio. E dois dias depois viajamos para Gaeta, uma praia perto de Roccaseca, cidade onde a Ana Leticia está morando, onde eu e a Marina dormimos depois e cujo centro comercial consiste em um coreto e uma sorveteria, a The Brothers (pronuncia-se "dê bróders")


Completando uma semana na Itália nós partimos para a Alemanha, onde nos encontraríamos com o Wolfgang. Wolfgang é um amigo do meu pai que veio a trabalho pro Brasil há quase 30 anos e desde então eles nunca perderam contato. Fomos recebidos pela família inteira, Wolfgang e Gretel e os filhos Max e Christel. Fomos até a casa deles em Hollige em dois carros, os adultos no carro do Wolfgang, um Volvo novo todo daora, e as crianças no carro do Max, um Volvo antigo mais daora ainda e que ainda tem o toca-fitas original. Pegamos a Autoban quase todos os dias (Autobans são as famosas estradas alemãs sem limite de velocidade), mas não passávamos de 140km/h


Lá na Alemanha eu aprendi a fazer duas coisas: Tomar cerveja quente e comer muito. Na verdade a cerveja não é quente, mas não é gelada igual aqui no Brasil, é só um pouco fria. E tirei foto de cada cerveja diferente que eu tomei! E todas as refeições era muito fartas!! Com muita batata, muitos pães e muitos queijos muito bons!! E lá eu comi os melhores morangos da minha vida! Colhidos horas antes em uma plantação lá das redondezas.


Hollige é um lugar cercado de florestas e fazendas. E os campos de plantações da região têm o mesmo nome desde a Idade Média. E eu cheguei à conclusão de que todos os contos de fadas se passam na Alemanha.

No segundo dia de manhã, o Max me mostrou no jornal uma propaganda de um show cover do AC/DC que ia acontecer em Walsrode, a cidade da qual Hollige faz parte. Eu, o Max e a Marina fomos. E também um monte de Hells Angels, mas o nome da divisão deles na Alemanha é Red Devils. O público era de umas 200, 300 pessoas e o vocalista da banda disse que estava feliz porque metade da cidade estava lá huahuahua


Eles moram perto do lago Bierder See e do rio Böhme. Eu, a Marina, o Max e a Catrin, uma amiga deles que aluga uma parte e casa fomos nadar no lago. Nós fomos de bicicleta. Foram 9 kms pra ir e 9 pra voltar. A água estava muito, muito, mas muito gelada. E no dia seguinte fomos com a prima do Max, a Johanna, passear de canoa no Böhme. Cansou pra cacete e eu fiquei dolorido no dia seguinte, mas foi daora =)


Uma coisa daora que eu reparei foi que as aulas de moto lá da auto-escola de lá são com Shadow 750cc. Quando vi isso fiquei curioso e fui pesquisar preços de moto. A moto que eu tenho é uma Virago 250cc de 1999 e eu paguei quase R$10.000. O preço da Virago 535cc lá é cerca de € 2.000. PORRA!! É muito barato!!!! Que que eu to esperando pra mandar tudo à merda e ir passar uns meses rodando de moto pela Europa?????

Bom, continuando...

Junto com a família Bair nós fomos para Bremem e Hamburg. Sim, Bremem, dos músicos de Bremen e onde fica a loja "Rapunzel" (Viu? Viu? Contos de fadas!) Lá vimos a estátua dos músicos de Bremem, tomamos um café, passeamos pela cidade que é toda medieval e mágica e compramos cartões postais com desenhos engraçadinhos dos quatro bichos.


Hamburg é onde fica o segundo maior porto da Europa (só por curiosidade, o primeiro é em Roterdam na Holanda). Lá no porto entramos em um barquinho e fomos fazer um tour pelo porto. Vimos aqueles guindastes gigantescos que colocam containers nos barcos, vimos umas máquinas com garras enormes que pegavam entulhos de metal para colocar em navios que, segundo a explicação do guia, levam sucata pra China e pro Japão e depois trazem de volta na forma de carros. E vimos um navio de guerra que é atualmente o maior da marinha alemã (Bundesmarine) mas serve apenas para suporte de outros navios, o maior veleiro que ainda navega só com as velas e um submarino soviético.

Ainda em Hamburg eu e o Max fomos ao Hamburg Dungeon, um lugar onde as pessoas entram à pé e vários atores interagem criando cenas de momentos históricos de Hamburg, como a Peste Negra, a Inquisição e a Grande Enchente.

Depois nos encontramos com a Marina e fomos no Hard Rock Cafe Hamburg. Lá eu tomei mais uma cerveja diferente e comi o Legendary Burger, o hamburger (Literalmente! Hááá!!) masterfucker do Hard Rock Cafe. Depois nos encontramos com dois amigos do Max, o David e a Ana e fomos com eles tomar mais cerveja num bar que tinha o chão de areia pra parecer praia. Quando saímos de lá passamos pelo bairro da luz vermelha de Hamburg, na região de St. Pauli e fomos pro bairro dos bares e rolês dos jovens. Eu tentei pegar três alemãzinhas, mas a única que era legal e conversou comigo tinha namorado =/

Voltamos pra casa por volta de 1h30 da manhã e eu tive que me esforçar muito pra me manter acordado e não deixar o Max ser o único sem dormir.

No último dia fomos a um restaurante onde eles fabricavam a própria cerveja e onde eu comi um prato feito com veado caçado lá da região. Muito tr00. E o presente que trouxe pros amiguinhos mais próximos foi cerveja! =) Mas não consegui trazer muitas porque não cabia na mala, pesava muito etc... Mas eu devia ter deixado roupas pra trás pra trazer mais cerveja! Porque são todas muito boas!!!

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